Novos colonatos israelitas visam «devorar mais terras palestinianas»

Os palestinianos devem «tirar lições e pôr fim às negociações absurdas e soluções norte-americanas que têm estado e continuam a estar ao serviço dos interesses israelitas», defende a FPLP. A organização acusa os EUA de apoiar a construção de novos colonatos israelitas.

Denunciado apoio dos EUA a planos de expansão israelita na Cisjordânia

A Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) denunciou a recente visita do presidente dos Estados Unidos da América ao Médio Oriente como representando uma «luz verde» aos novos planos de expansão israelita na Cisjordânia.

A posição de Joe Biden confirma uma vez mais a falsidade da sua alegadacondenação da ampliação das colónias israelitas nos territórios ocupados, afirmou a organização palestiniana. Nesse sentido, rejeitou a recente aprovação por parte das autoridades de Telavive de um plano de construção de mais colonatos israelitas e afirmou que eles têm como objectivo «devorar mais terras palestinianas».

Para a FPLP, o propósito israelita é atacar a identidade e a presença palestiniana na região, fortalecer a colonização e judaizar Jerusalém.

Face a este panorama, apelou ao povo palestiniano a continuar a resistência, em especial a luta armada contra o ocupante. «Devemos tirar lições e pôr fim às negociações absurdas e soluções norte-americanas que têm estado e continuam a estar ao serviço dos interesses israelitas», realçou a organização.

Mais de 490 mil colonos judeus vivem na Cisjordânia e outros 200 mil em Jerusalém Oriental, apesar das reclamações das Nações Unidas, que consideram essas zonas – Cisjordânia e Jerusalém Oriental – como fazendo parte do futuro Estado da Palestina, juntamente com a Faixa de Gaza.

Israel constrói novo muro

Telavive começou a construção de um muro de betão na fronteira de Israel com o norte da Cisjordânia, apesar das críticas da «comunidade internacional», revelou o portal noticioso Walla.

A nova secção de muro integra a barreira de segurança iniciada em 2002 e que nunca terminou por completo. Com 45 quilómetros de comprimento, substituirá uma cerca levantada há duas décadas durante uma revolta popular palestiniana contra a ocupação israelita.

Em 2002, as autoridades de Telavive começaram a construir a barreira, a pretexto de «proteger-se» de ataques provenientes da Cisjordânia.

Os palestinianos denunciam desde então que o muro, além do mais, segue um traçado que não corresponde aos limites territoriais anteriores à guerra de 1967, traçado que a ONU reconhece como fronteira de facto. Com essa construção, Telavive incluiu do lado «israelita» dezenas de colónias judaicas e, ao mesmo tempo, isolou numerosos povoados e aldeias árabes da Margem Ocidental.

O Tribunal Internacional de Justiça determinou, em 2004, que o muro é ilegal e contrário ao direito internacional e que, por isso, deve ser derrubado.

Repressão em Jerusalém Oriental
Forças de segurança israelitas prenderam no dia 1, uma vez mais, o governador palestiniano de Jerusalém Oriental, Adnan Ghaith, depois de terem assaltado a sua residência.

De acordo com a agência Maan, que cita testemunhos presenciais, a polícia estava acompanhada de agentes dos serviços de segurança, que levaram Ghaith para interrogatório.

Desde que assumiu o cargo em 2018, o responsável palestiniano foi detido mais de 30 vezes pelas autoridades israelitas, que o impedem de deslocar-se à Cisjordânia e, em certas ocasiões, impõem-lhe períodos de prisão domiciliária.

O exército de Telavive ocupou a zona oriental de Jerusalém na guerra de 1967 e desde então mantém sob controlo o território, apesar das resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas. De facto, em 1980, o governo de Israel declarou toda a cidade como a capital «eterna e indivisível» do país, posição rejeitada pela «comunidade internacional».

Recentemente, o Centro de Informação Wadi Hilweh, em Ramala, denunciou que, na primeira metade de 2022, Israel prendeu quase 1900 palestinianos e demoliu 80 propriedades na Jerusalém Oriental ocupada.

 



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