Luta e vitórias nos transportes

Obrigar as administrações e o Governo a negociarem aumentos salariais que reponham o poder de compra, assim como a procederem à contratação dos trabalhadores em falta, foram os principais motivos que levaram os trabalhadores a parar empresas de transportes entre sábado, 11, e segunda-feira, 13.

Na Transtejo e Soflusa, sábado e domingo e domingo e segunda, respectivamente, as greves paralisaram a travessia entre as duas margens do Tejo, ao passo que no Metropolitano de Lisboa, onde a reivindicação central é a entrada de pessoal para todas as áreas operacionais por forma a assegurar o serviço em condições de segurança e com qualidade, a greve ao trabalho suplementar e aos eventos especiais durante o mês de Junho, impediu o prolangamento do horário nas linhas verde e azul, como a empresa pretendia na noite de Santo António.

Já na CP, a recusa da laboração extraordinária provocou fortes perturbações na circulação ferroviária e o encerramento de muitas bilheteiras, de sexta-feira, 10, a segunda-feira, 13. O mesmo deverá suceder no dia 16.

Na CarrisTur, operadora municipal de autocarros de turismo, a adesão registada sábado e domingo foi superior a 90 por cento, com os trabalhadores a demonstrarem determinação em fazer valer as reclamações que vão além de matérias pecuniárias, exigindo direito a férias como na restante Carris.

Na Atlantic Ferries, que efectua as ligações fluviais entre Setúbal e Troia, no rio Sado, a greve de duas horas por turno, prevista para sábado e domingo, foi desconvocada depois da administração ceder na valorização salarial em 3,5 por cento, com retroactivos a Janeiro. Nos TST também se triunfou, com o STRUP e outros sindicatos a garantirem um novo acordo de empresa para os próximos cinco anos, no qual se assegura um descanso diário mínimo de 11 horas, em vez de dez, e semanal de 59, em vez dos 58 até agora em vigor.




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