Corticeiros tomam a palavra
«Este é o tempo de dar a palavra aos trabalhadores, para que nos próximos plenários se façam ouvir, a uma só voz, pela defesa da sua dignidade, a valorização dos seus salários e a afirmação dos seus direitos», sublinhou a Federação Portuguesa dos Sindicatos da Construção, Cerâmica e Vidro, num comunicado que emitiu no dia 18, após a primeira reunião de negociação para a revisão salarial na indústria corticeira.
A contraproposta patronal «ficou-se pelos 17,39 euros, ou seja, 2,1 por cento sobre o actual salário do Grupo XIV (828,00 euros), e 5,90 euros para o subsídio de refeição durante dois anos», o que se traduz em «58 cêntimos de “aumento” salarial, por dia»,
Para a Feviccom/CGTP-IN, «é preciso que as administrações das empresas corticeiras, na próxima reunião de negociações, dia 1 de Junho, sintam o descontentamento que reina no seio dos trabalhadores, face à desconsideração e às injustiças laborais e sociais que se vêm acumulando ao longo do tempo».