Águas do Interior Norte atacam direitos laborais

Além de ter acentuado as desigualdades com a cobrança de taxas iguais em todos os concelhos, a Águas do Interior Norte (AdIN) encetou agora uma ofensiva contra os direitos dos trabalhadores ao seu serviço.

O PCP e a CDU cá estarão para prosseguir esta luta

A denúncia é da Direcção da Organização Regional de Vila Real (DORVIR) do PCP, que depois de ter alertado que a gestão e distribuição de água na região pela empresa (a partir de 2020) se traduziu em aumentos brutais nas facturas dos consumidores, e de ter advertido que a intermunicipalização do fornecimento pode ser mais um passo rumo à privatização daquele serviço público, chama a atenção para o ataque de que estão a ser alvo os trabalhadores.

O Partido cita o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, que detalha que em causa estão «alterações de posicionamento remuneratório pela atribuição de prémio de desempenho», a não concretização, a partir de Janeiro de 2021, das «progressões e mudanças de nível, assim como o pagamento dos acréscimos».

Acresce, segundo a mesma fonte citada pela DORVIR, que a AdIN impede os trabalhadores em cedência das câmaras de Murça e Santa Marta de Penaguião de gozar os três dias de férias extra, não envia a documentação solicitada pela Comissão Sindical e boicote o início de um processo negocial, visando a valorização dos funcionários e respectivos salários.

«Será através da luta e da força organizada dos trabalhadores que a AdIN passará a respeitar e valorizar quem trabalha», afirma ainda a DORVIR, para quem «o «conjunto de municípios que integram a Comunidade Intermunicipal do Douro, responsáveis pela criação desta empresa, devem retirar as devidas ilações e corrigir o problema fundamental, exigindo a recuperação da gestão de todo o sistema de captação e distribuição de água, novamente para a alçada dos municípios».

Aos utentes cabe «desenvolver a luta necessária para reverter este processo, que no imediato tem impactos no aumento dos preços e na degradação das condições de trabalho, mas que no futuro tem por objectivo entregar à gestão privada o negócio da água», insiste a DORVIR, que garante que o PCP e a CDU «cá estarão para prosseguir a luta», a qual «terá tanto mais força quanto maior for o envolvimento dos trabalhadores e das populações».

 



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