Resolver os problemas em vez de estigmatizar
Questões sociais que se colocam em comunidades como as que habitam na Cova da Moura, na Amadora, reclamam a resolução «dos problemas das pessoas», e não estigmatizando a população e o território, considerou Jerónimo de Sousa após visita à Moinho da Juventude.
Em declarações à comunicação social, depois de um encontro com a direcção daquela Associação Cultural, representada por Flávio Almada e Jakilson Pereira, o Secretário-geral do PCP, que se fez acompanhar por Rui Braga, do Secretariado do Comité Central, Luís Caixeiro e Martinho Baptista, do CC, e António Borges, vereador na CM da Amadora, sublinhou que a visita teve o «carácter simbólico de demonstrar que não estamos num bairro onde é impossível vir ou estar».
Quanto aos problemas existentes, eles resultam fundamentalmente da precariedade laboral e dos baixos salários, pelo que, atacando estes, fica mais de meio caminho andado para a sua resolução, insistiu Jerónimo de Sousa, antes de salientar, ainda, a urgência de concretizar soluções quanto às carências habitacionais.
Este último aspecto foi também realçado por Flávio Almada, que depois de valorizar propostas do Partido que correspondem a necessidades e aspirações profundas daquela comunidade, casos das creches gratuitas e dos avanços nos transportes e mobilidade, recordou que o PCP é o único que, desde 1983, se mantém coerente na defesa do direito da população habitar na Cova da Moura. Razão pela qual os comunistas e os seus aliados merecem ali o reconhecimento e o respeito generalizado, referiu.