PC da Bielorrússia rejeita provocações

O Partido Comunista da Bielorrússia (PCB) manifestou «profunda preocupação» face à escalada de tensões na fronteira ocidental do país, da responsabilidade da Polónia, dos Estados Unidos da América e da União Europeia.

Comunistas bielorrussos condenam campanha agressiva contra o país

Os dirigentes dos Estados vizinhos da Bielorrússia, com o apoio de Washington e de Bruxelas, lançaram-se numa via de confrontação com aquele país. A escalada das tensões é fruto da situação criada pelo governo da Polónia na fronteira dos dois Estados – denuncia um comunicado do Comité Central do PCB.

«As acções hostis da Polónia tiveram apoio nos Estados bálticos, nos EUA e na UE, bem como, lamentavelmente, na Ucrânia. Não têm fundamento as tentativas de acusar Minsk e Moscovo de criar uma crise migratória na fronteira da UE. A Bielorrússia nunca provocou nem tem a intenção de provocar incidentes fronteiriços, pelo que rejeita categoricamente tais provocações», esclarece a nota.

Para o PCB, toda a responsabilidade da situação é dos EUA e dos seus aliados da NATO, incluindo a Polónia. E realça que não foi a Bielorrússia que «desencadeou os massacres sangrentos no Iraque e no Afeganistão, na Líbia e na Síria»; que «destruiu a economia e a infra-estrutura social desses Estados, provocando uma catástrofe humanitária»; que «prometeu aceitar no seu território todos os que procuram uma vida pacífica e próspera na Alemanha»; ou que «utiliza métodos desumanos e bárbaros para resolver os problemas da imigração ilegal». Assim, acusa, «todas as tentativas de transferir a responsabilidade desta situação para a Bielorrússia é cínica», é «expressão de uma política neocolonial que soluciona os problemas por um dos métodos mais bárbaros – a violência».

Os comunistas bielorrussos exprimem «vivo protesto» pelas acções dos dirigentes da Polónia e dos Estados bálticos, assim como da UE e dos EUA, e consideram que «a retórica hostil face à República amante da paz da Bielorrússia, baseada em algumas insinuações não fundamentadas, é inaceitável».

Exigem o fim da escalada de tensão junto das suas fronteiras, o fim das respostas violentas contra a imigração ilegal, o fim da violência contra pessoas indefesas. Pedem também a cessação de todos os ataques contra o Estado soberano bielorrusso, que age no respeito das normas aceites do direito internacional.




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