Professores manifestam-se em defesa da educação
A Fenprof convocou para 5 de Outubro, Dia Mundial do Professor, uma manifestação nacional em Lisboa, por melhores condições de trabalho, contra a precariedade e os bloqueios à progressão na carreira e pelo rejuvenescimento da profissão.
Agrava-se a falta de professores nas escolas
Um regime justo de concursos e específico de aposentação; justiça na avaliação de desempenho; a recuperação do tempo de serviço congelado, são outras das reivindicações que vão desfilar na próxima terça-feira, às 15h00, entre o Largo de Santos e o Ministério da Educação.
O protesto acontece a menos de um mês de as aulas terem começado e a 10 dias de a proposta de Orçamento do Estado do Governo ser apresentada na Assembleia da República. «Que as escolas tinham iniciado o ano lectivo e que este se deve orientar para a recuperação de aprendizagens, com menos professores colocados nas escolas, isso já se sabia, pois, apesar de terem vinculado 2424 docentes, houve, após a última “Reserva de Recrutamento”, a terceira, menos 710 colocações, a que acrescem as 1852 aposentações verificadas ao longo de todo o ano escolar anterior», informa o Secretariado Nacional da Fenprof.
Para reverter o problema do envelhecimento dos docentes, a Federação avança com a necessidade de se criarem «condições de atractividade dos jovens para uma profissão que o Governo não valoriza, seja no plano social, seja material», mas também por «permitir a saída dos mais velhos, abrindo espaços ao regresso dos jovens que abandonaram a profissão», por «criar incentivos, há muito prometidos, mas nunca concretizados, para a deslocação dos professores para regiões mais carenciadas» e por «resolver problemas que se arrastam há muito, como os de precariedade, de constrangimentos à progressão na carreira ou os relacionados com as condições e horários de trabalho dos docentes». Exige-se ainda uma intervenção ao nível da formação de professores, «domínio no qual o actual Governo, ao fim de seis anos, não teve coragem para afrontar as medidas impostas pela direita».