Novo rumo para os concelhos de Marinha Grande e Peniche

No dia 31 de Julho, a Praça Stephens, na Ma­rinha Grande, aco­lheu um grande co­mício da CDU, que contou com as in­ter­ven­ções de Ale­xandra Den­gucho, can­di­data a pre­si­dente da Câ­mara Mu­ni­cipal, e Je­ró­nimo de Sousa, Se­cre­tário-geral do PCP.

Temos um pro­jecto al­ter­na­tivo

Na praça que o povo fez sua, palco de muitas lutas, foram apre­sen­tados os pri­meiros 15 can­di­datos da CDU à As­sem­bleia Mu­ni­cipal da Ma­rinha Grande, lista en­ca­be­çada por Luís Guerra Mar­ques, a que se se­guemSu­sana Do­min­gues, Luís Bar­reiros, Maria Lou­reiro, Fi­lipe Du­arte, João Norte, Etel­vina Ri­beiro, Jorge Fra­gata, Re­nata Pe­reira, José Ma­nuel Silva, João Alves, An­dreia Fino, Rui Graça, Saúl Fra­gatae Pa­trícia César.

Ale­xandra Den­gucho é a pri­meira can­di­data da CDU à Câ­mara Mu­ni­cipal (CMMG), numa lista que conta também com Lara Lino, Or­lando Jóia, Carla Paulo, Ri­cardo Brí­zido, Er­me­linda Silva, Do­mingos Granja, Héber Barros, Es­trela Dinis, Vasco Gomes Silva, Carlos Mar­quese Marta Re­belo.

Na in­ter­venção que pro­feriu, Ale­xandra Den­gucho as­se­gurou que a CDU tem «pro­postas con­cretas» para a re­so­lução de todos os pro­blemas do con­celho e que es­tarão plas­madas no seu pro­grama elei­toral. «O que temos as­sis­tido ao longo deste man­dato, em que a mai­oria PS li­derou a au­tar­quia, foi a um es­tagnar na evo­lução deste con­celho, que tem um enorme po­ten­cial de de­sen­vol­vi­mento, sendo um dos mais ex­por­ta­dores do País», graças «aos pe­quenos e mé­dios em­pre­sá­rios» e «à força e com­pe­tência dos tra­ba­lha­dores», des­tacou a can­di­data, fri­sando que em quatro anos o PS «pouco ou nada fez de novo».

«Vamos fazer uma grande cam­panha de es­cla­re­ci­mento e mo­bi­li­zação para que a po­pu­lação deste con­celho da Ma­rinha Grande, no pró­ximo dia 26 de Se­tembro, vote em massa na CDU. Para isso, pre­ci­samos de cada um de vós. Juntem-se à força deste co­lec­tivo, à força de Abril, com con­fi­ança no fu­turo», apelou Ale­xandra Den­gucho.

A en­cerrar a sessão, Je­ró­nimo de Sousa frisou que a re­con­quista da CMMG pela CDU é «uma ba­talha muito exi­gente», mas pos­sível, sendo esta «a única força que está ver­da­dei­ra­mente pre­pa­rada, com ex­pe­ri­ência e em con­di­ções de as­sumir todas as res­pon­sa­bi­li­dades que a po­pu­lação lhes queira con­fiar». «Temos um pro­jecto dis­tin­tivo, um pro­jecto al­ter­na­tivo que está para além da mera soma de pro­postas e ideias e que não deixa dú­vidas quanto ao sen­tido e rumo da nossa in­ter­venção, na de­fesa do in­te­resse pú­blico e das po­pu­la­ções», des­tacou.

A nível na­ci­onal, o Se­cre­tário-geral do PCP cri­ticou «o agitar de novas pro­messas» por parte do PS, numa «ten­ta­tiva de con­di­ci­onar e chan­ta­gear os elei­tores com esses in­ves­ti­mentos». «Mas a ver­dade é que os pro­blemas se ar­rastam», apontou, dando como exemplo a falta de pro­fis­si­o­nais no Ser­viço Na­ci­onal de Saúde (SNS), como acon­tece nos ACES Oeste Norte e nos ACES Pi­nhal Li­toral, «onde mais de 61 mil utentes não têm mé­dico de fa­mília». Alertou igual­mente para a si­tu­ação «caó­tica» que se vive na Se­gu­rança So­cial, «onde con­ti­nuam a faltar cen­tenas de tra­ba­lha­dores».

 

Pe­niche

Antes, Je­ró­nimo de Sousa, acom­pa­nhado por can­di­datos da CDU aos ór­gãos au­tár­quicos em Pe­niche, vi­sitou o Centro de Saúde de Pe­niche. Clara Abrantes e Vítor Agos­tinho são os pri­meiros can­di­datos da CDU à Câ­mara e As­sem­bleia Mu­ni­cipal de Pe­niche, res­pec­ti­va­mente.

In­ter­ro­gado pelos jor­na­listas sobre as con­ver­sa­ções com o Go­verno sobre o Or­ça­mento do Es­tado (OE) para 2022, Je­ró­nimo de Sousa in­sistiu que ainda está por cum­prir o OE de 2021, no­me­a­da­mente em me­didas como a «gra­tui­ti­dade das cre­ches, as ques­tões re­la­tivas ao SNS ou o sub­sídio de risco para as forças de se­gu­rança. No âm­bito dos in­ves­ti­mentos pre­vistos no Plano de Re­cu­pe­ração e Re­si­li­ência, «o SNS é um dos sec­tores pri­o­ri­tá­rios para ser di­na­mi­zado», para que «res­ponda à sua função cons­ti­tu­ci­onal de ga­rantia da saúde dos por­tu­gueses», de­pois de a epi­demia de COVID-19 ter de­mons­trado que «não há outra so­lução senão o SNS».



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