Hospital de dia do CHBV sem condições
Para a CDU, as novas instalações do hospital de dia multidisciplinar do Centro Hospitalar do Baixo Vouga (CHBV), no distrito de Aveiro, inauguradas a 23 de Agosto, «são inadequadas e indignas, pondo em causa o melhor acompanhamento dos doentes que ali são tratados e dificultando o trabalho dos profissionais de saúde».
Esta situação é «ainda mais grave» porque «a maioria dos doentes que recorrem ao hospital de dia são doentes oncológicos ou hemato-oncológicos, particularmente fragilizados, que sofrem de doenças como o cancro do cólon, do estômago ou de leucemia, e fazem aí os seus tratamentos de quimioterapia, e que deviam ser recebidos pelo CHBV com um cuidado redobrado», esclarece a CDU, considerando errada a decisão, alegadamente temporária, de deslocar as instalações deste serviço para um conjunto de contentores metálicos montados no parque de estacionamento do hospital, e de aí também colocar os gabinetes de consultas externas dos serviços de oncologia e hematologia.
Faltam condições
Entre outras «falhas graves», a CDU aponta a ausência de uma sala de espera de dimensões e condições adequadas à fragilidade e ao número de doentes, que leva a que muitos aguardem a sua consulta ou ciclo de quimioterapia em pleno parque de estacionamento; a falta de separação física entre os espaços de consulta e tratamento, que faz com que os doentes recebam os seus medicamentos endovenosos e transfusões à vista das muitas pessoas que naturalmente circulam pelos gabinetes; a falta de isolamento sonoro desses gabinetes, que permite que todos ouçam as conversas delicadas e privadas que aí acontecem; e as pequenas dimensões de todas as instalações sujeitando doentes, médicos, enfermeiros, e outros profissionais a constantes barreiras e obstáculos.
«Esta situação sucede a um período prolongado em que o hospital de dia esteve a operar no Hospital de Águeda, para supostamente isolar os doentes oncológicos do risco COVID, mas que confrontou doentes e profissionais com deslocações difíceis, más instalações, dificuldades logísticas, e diversas situações com risco COVID elevado, como por exemplo o transporte de ambulância mais frequente», lembra a CDU, em nota de imprensa divulgada no passado dia 30.