1.º de Maio celebrado pelo mundo

O Dia Internacional dos Trabalhadores foi celebrado por todo o mundo.

Em França, a Confederação Geral do Trabalho (CGT) mobilizou milhares de trabalhadores no 1.º de Maio, em diversas cidades, nomeadamente em Paris, onde uma marcha reuniu 25 mil pessoas, e em Lyon. Na Bélgica e na Turquia, houve acções em várias cidades, tal como na Alemanha, Itália, Espanha, Grécia ou Reino Unido.

Em cidades como Berlim – onde 30 mil pessoas desfilaram em diferentes manifestações –, Turim ou Madrid, houve também acções com muitos participantes. Em Londres, milhares de pessoas protestaram contra um projecto de lei visando limitar o direito de manifestação nas ruas.

Nos EUA, registaram-se protestos de trabalhadores em várias localidades e, em Washington, centenas de pessoas exigiram a cidadania para os 11 milhões de imigrantes ilegais.

No México, sindicatos pronunciaram-se por uma saída democrática e popular para a crise sanitária e económica que atinge o país. No Brasil, o Dia dos Trabalhadores celebrou-se sem concentrações populares mas com discursos e concertos musicais transmitidos pela televisão e redes sociais.

Na Venezuela, em Caracas, os trabalhadores concentraram-se em praças e parques para celebrar o 1.º de Maio e rejeitar o bloqueio dos EUA. O governo bolivariano anunciou o aumento do salário mínimo e de prestações sociais.

Em Cuba, o presidente Miguel Díaz-Canel e o secretário-geral da Central de Trabalhadores de Cuba, Ulises Guilarte, homenagearam o herói nacional José Martí, num breve acto na Praça da Revolução, em Havana. Como em 2020, as comemorações cubanas tiveram como palco principal as redes sociais.

Em Pequim, o presidente Xi Jinping felicitou os trabalhadores pelo 1.º de Maio – o primeiro de cinco dias de férias – e exortou-os a dedicar-se com plena confiança à grande causa de converter a China num país socialista moderno em todos os aspectos.

Na Índia, o Partido Comunista da Índia (Marxista) e outras forças de esquerda solidarizaram-se com os trabalhadores de todo o mundo, na luta contra a pandemia e pela salvaguarda dos seus direitos.

Na África do Sul, o presidente Cyril Ramaphosa destacou o esforço dos trabalhadores da linha da frente no combate contra a COVID-19. Já a central sindical COSATU apelou ao reforço da unidade e da luta dos trabalhadores, no país como no mundo.



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