Bielorrússia denuncia tentativa de golpe de Estado

O presidente bielorusso, Alexander Lukashenko, denunciou uma tentativa de golpe de Estado no seu país, informando que um grupo de conspiradores foi detido e que tinha sido descoberto o envolvimento de serviços de informações estrangeiros.

O chefe do Estado bielorusso confirmou o fracasso da intentona, incluindo dos planos para o assassinarem a si e à sua família.

As autoridades bielorrussas solicitaram ajuda ao governo da Rússia e ao seu Serviço Federal de Segurança (FSB) para organizar a detenção de implicados, que viajaram dos EUA para Moscovo. Assim, no dia 16, foram detidos na capital russa os bielorrussos Alexandr Fedtura e Yuri Zenkovich, este último possuidor também de nacionalidade norte-americana.

Segundo o FSB, os dois homens planeavam promover um golpe de Estado militar na Bielorrúsia seguindo o guião das chamadas «revoluções coloridas» e envolvendo cidadãos bielorrussos e estrangeiros. A agência russa confirmou que as acções golpistas incluíam a eliminação física do presidente bielorrusso e da sua família.

Para assassinar Lukashenko, os conspiradores admitiam fazê-lo no dia 9 de Maio, durante o desfile militar comemorativo do dia da Vitória, no percurso de uma sua deslocação ou atacando directamente a sua residência. Além disso, preparavam um apagão total do sistema energético da Bielorrússia, para obstaculizar a acção das forças de segurança, e previam que a «fase activa» do golpe fosse levada a cabo por «alguns grupos armados».

O objectivo final era mudar a ordem constitucional da República e encarregando um «comité» com o apoio dos EUA, da NATO e da UE, para governar a Bielorrússia, como se verificou na Ucrânia.




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