Mais um condomínio privado em Lisboa

Na Câmara Municipal de Lisboa (CML), o PCP foi o único partido que votou contra a proposta de delimitação da Unidade de Execução da Ajuda, por entender que não é a solução para a freguesia e a cidade.

Mais um condomínio inacessível para a maioria dos ajudenses

Segundo os vereadores comunistas, em nota divulgada no passado dia 6, a proposta do PS – aprovada em Novembro de 2020 – para a rua da Bica do Marquês até à Alameda dos Pinheiros visa a construção de 260 apartamentos de luxo, num condomínio com o seu próprio jardim privativo; criar um jardim público na parte mais inclinada da encosta, de difícil acesso e usufruto para quem tem menos mobilidade; demolir os edifícios ao lado da Sociedade de Instrução e Beneficência «A Voz do Operário» até ao fim do quarteirão, bem como o edifício da Academia Recreativa da Ajuda, despejando quem lá está, e construir prédios ao longo da Bica do Marquês com cinco pisos de altura.

Apesar de ser um espaço particularmente sensível da freguesia, o projecto não contou com a opinião dos moradores, comerciantes, colectividades, utentes de equipamentos, especialistas em ambiente ou património, concretizando maioritariamente os objectivos do fundo imobiliário privado proprietário de parte dos terrenos.

«Mesmo a consulta pública, que se seguiu à sua apresentação, foi curta e limitada, quando vivemos um período de epidemia que exigiria uma discussão mais alargada por meios online, presenciais e mistos», defendem os vereadores do PCP, informando que aquela Unidade de Execução quer construir «mais um condomínio privado, inacessível para a maioria dos ajudenses e que pouco contribui para a dinamização da vida da freguesia».

Soluções urbanísticas e sociais
Em alternativa, os comunistas reclamam para esta freguesia lisboeta habitação a custos acessíveis e espaços verdes para todos. «Mais do que condomínios de luxo que só vão promover a continuada subida de preços das casas na Ajuda, com muitos lucros para o promotor privado, mas sem contrapartidas para a cidade, o executivo do PS, que tem entendimento com o BE para a governação na Câmara de Lisboa, deveria empenhar-se em encontrar soluções, urbanísticas e sociais, para os reais problemas da freguesia», defendem os vereadores comunistas, acrescentando: «aquela área precisa de uma abordagem de desenvolvimento global e integrada, que vá ao encontro das necessidades da freguesia e da cidade e ouvindo a sua população».

 



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