Ex-senador norte-americano revela apoios dos EUA a terroristas na Síria

Diversos meios de comunicação social sírios fizeram eco das revelações feitas pelo ex-senador norte-americano Richard Black sobre a utilização do terrorismo pelos Estados Unidos da América na sua agressão contra a Síria e o seu povo.

A guerra contra a Síria é uma das mais cruéis, tendo Washington apoiado organizações terroristas para destruir o país e roubar a sua riqueza, afirmou Black na sua intervenção na Conferência do Instituto Internacional Schiller, citada por vários órgãos de informação em Damasco.

Opinou que os EUA não lutam contra o terrorismo mas estão estreitamente a ele ligados, em particular à Al-Qaeda, para implementar a sua agenda política e agredir e destruir os países que rejeitam os seus ditames. «Surpreende-me que depois de 10 anos de guerra, o Ocidente continue a favorecer os terroristas detestados pelo povo sírio», disse o ex-senador.

Revelou, além disso, que o ex-presidente Barack Obama formalizou em 2013 o apoio a longo prazo dos EUA aos terroristas, ao autorizar em segredo que a CIA treinasse, armasse e pagasse a milhares deles para combater na Síria. «Pagámos os salários dos terroristas que cortavam cabeças de civis inocentes, terroristas como os radicais do Movimento Nour Eddin Zanki que filmaram um vídeo em que torturavam e decapitavam um rapaz palestiniano», declarou.

Black também reconheceu que, em 2015, as forças dos EUA invadiram ilegalmente o norte da Síria e apoderaram-se do petróleo, tendo Washington autorizado uma companhia petrolífera norte-americana a construir uma refinaria de 150 milhões de dólares e a explorar o petróleo em território soberano desse país árabe. «Os Estados Unidos roubaram a riqueza deste povo e deixou os sírios congelados no Inverno, enquanto nós lhes roubávamos o combustível», confessou.

Concluiu a sua intervenção fazendo um apelo à rejeição da guerra de agressão à Síria, que qualificou como uma loucura que deve acabar.

Richard Black, senador republicano pelo Estado de Virgínia, coronel reformado do Exército dos EUA e ex-funcionário da NATO, visitou a Síria em 2016, reuniu-se com as autoridades máximas da Síria e manifestou uma posição favorável a Damasco e contra as políticas seguidas pela Casa Branca relativas a esse país árabe.

 



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