Organizações reclamam uma justa distribuição das vacinas contra a COVID-19

SAÚDE Um vasto conjunto de organizações portuguesas já subscreveu um texto intitulado «A vida à frente do lucro privado! Por uma justa distribuição de vacinas contra a COVID-19».

É necessário que as vacinas cheguem a todos os países

No documento, promovido pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), as organizações portuguesas, com intervenção em várias áreas da vida nacional, instam à aquisição das doses necessárias à vacinação massiva da população portuguesa onde quer que elas existam, não se restringindo aos acordos celebrados pela União Europeia.

A suspensão dos direitos das patentes das vacinas contra a COVID-19; cooperação entre todos os países e organizações internacionais no combate à COVID-19, nomeadamente assegurando uma justa distribuição das vacinas, fazendo-as chegar a quem mais precisa, viva onde viver; que, nesta como noutras áreas, as conquistas da ciência e da técnica sirvam o progresso da Humanidade e não os colossais lucros de alguns poucos, são outras das exigências.

«Em plena pandemia de COVID-19, tem um profundo significado o desenvolvimento tão célere de vacinas contra esta doença, dada a importância da vacinação massiva da população ao nível mundial de forma a superar a actual situação e salvar milhões de vidas. Porém, as vacinas não estão a chegar a todo o lado ao mesmo tempo», constata-se no texto, onde se refere: «Países economicamente mais desenvolvidos concentram um elevado número de vacinas, enquanto mais de uma centena de países continuam sem vacinas para administrar».

É, por isso, «inaceitável que as grandes multinacionais farmacêuticas, que receberam milhares de milhões de euros de apoios públicos diretos para investigação e desenvolvimento de vacinas contra a COVID-19, venham agora impor condições, regatear preços, vender a quem dá mais, privilegiando milhares de milhões em lucros à custa da privação deste importante instrumento de saúde pública por parte de milhões de seres humanos».

Exemplo desta situação é também a União Europeia (UE), com vários países (entre os quais Portugal) a sofrerem atrasos no processo de vacinação, dada a incapacidade ou falta de vontade das farmacêuticas em disponibilizarem as doses contratualizadas. Por outro lado, há uma incompreensível indisponibilidade em adquirir vacinas de comprovada qualidade em outros países que não ao núcleo restrito de multinacionais de países da UE e dos EUA.

«A eficácia da vacinação depende da amplitude e rapidez da sua concretização ao nível mundial, pelo que é necessário que as vacinas cheguem a todos os países e às respectivas populações», defende-se.

Além do CPPC, já subscreveram este documento a Associação Água Pública, a Associação Conquistas da Revolução, a Associação de Amizade Portugal-Cuba, a Associação Intervenção Democrática, a Associação Portuguesa de Amizade e Cooperação Iúri Gagárin, a CGTP-IN, o MURPI, a Ecolojovem, a JCP, o MDM, o MPPM, a OTC, o Projecto Ruído, os sindicatos dos Professores da Região Centro e dos Trabalhadores do Município de Lisboa, e as uniões dos sindicatos de Lisboa, do Distrito de Braga e do Distrito de Leiria.

 



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