Breves
ENSINO
No limite

O PCP tudo fará para garantir os direitos laborais dos professores, exigindo o cumprimento do seu horário e condições de trabalho dignas num contexto em que, por via do ensino à distância, aqueles se encontram sobrecarregados de tarefas, trabalhando de dia e de noite, com despesas acrescidas e confrontados com alunos a quem faltam os prometidos computadores e sobejam horários desajustados à sua realidade, designadamente no pré-escolar e 1.º Ciclo, afirma a Direcção da Organização Regional de Setúbal.

Para o Partido, «o encerramento das escolas tem graves consequências no processo educativo das crianças e jovens e levanta problemas sociais que exigem apoios efectivos às famílias», por isso sublinha que « depois um ano lectivo marcado por prejuízos significativos, amplamente reconhecidos pela comunidade educativa, seria uma boa altura para reduzir o número de alunos por turma e contratar mais professores», preparando, dessa forma, a reabertura dos estabelecimentos tão cedo quanto possível mas sem colocar em causa a qualidade do ensino nem a segurança de docentes e discentes.


AUMENTO
Gás de botija

A subida em até 4 por cento do preço fixado para o gás de botija só serve para que as grandes empresas do sector energético acumulem ainda maiores margens de lucro à custa dos consumidores portugueses, denuncia a Comissão Concelhia de Águeda do PCP, que recorda que o Partido já se dirigiu ao Governo e à Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE) exigindo esclarecimentos.

«A intervenção do PCP nesta matéria tem sido muito persistente, desde logo com a apresentação de uma proposta no Orçamento do Estado para 2021 que previa a fixação de um regime de margens máximas. Proposta que foi rejeitada com votos contra de PS, PSD, CDS, PAN, IL e a abstenção do CH», recorda ainda a organização comunista, que «condena o aproveitamento da epidemia da Covid-19 para o brutal agravamento das condições de vida dos trabalhadores e do povo português e considera essencial implementar medidas que garantam uma redução mais substancial do preço final do gás de botija, nomeadamente através da fixação de um regime de margens máximas e da aplicação da tabela de preços máximos a todas as botijas de gás, independentemente da sua tipologia».


MADEIRA
Aluvião por resolver

Onze anos depois do aluvião de 20 de Fevereiro, que deixou marcas profundas nas populações e localidades atingidas, ainda falta utilizar 300 milhões de euros da Lei de Meios então criada para acudir às consequências da tragédia, persistindo comunidades inteiras em condições precárias e de insegurança incompreensíveis por incompetência na resposta, denunciou, em comunicado, a Organização do PCP na Madeira.