Acordo sobre investimentos entre União Europeia e China
INVESTIMENTOS A União Europeia e a China concluíram as negociações relativas a um acordo sobre investimentos. Responsáveis da UE saudaram o acordo, que possibilitará um incremento das relações económicas entre Bruxelas e Pequim.
Dirigentes da Alemanha e França saudaram o entendimento
Lusa
Responsáveis da União Europeia (UE) e dirigentes de alguns dos seus Estados-membros saudaram, no último dia de 2020, a conclusão das negociações do acordo sobre investimentos com a China e qualificaram-no como um marco importante no desenvolvimento das relações entre Bruxelas e Pequim.
O anúncio foi feito no final de Dezembro numa reunião entre o presidente chinês, Xi Jinping, a chanceler alemã, Angela Merkel, o presidente francês, Emmanuel Macron, o presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, e a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, através de vídeo-conferência.
«Hoje, a UE e a China concluíram em princípio as negociações sobre um acordo de investimento para haver oportunidades comerciais mais equilibradas», escreveu Ursula von der Leyen no Twitter. «O mundo posterior à COVID-19 necessita de uma relação forte entre a UE e a China para avançar melhor», acrescentou.
Por seu lado, Charles Michel acolheu com satisfação o «acordo político alcançado nas negociações sobre investimentos» e afirmou que a UE «continua comprometida com a cooperação internacional baseada em normas».
Já Berlim salientou que o acordo sobre investimentos é um êxito para a presidência alemã do Conselho da UE. O acordo proporciona às empresas europeias um maior acesso ao mercado chinês, cria igualdade de condições para as empresas de ambas as partes e estabelece as bases para um desenvolvimento mais sustentável, explica o governo alemão em comunicado.
O ministro da Economia e Energia da Alemanha, Peter Altmaier, elogiou o acordo como sendo «um marco na política comercial». O avanço nas negociações é «um grande êxito e ao mesmo tempo a expressão da coesão e unidade europeias», realçou. «Para as empresas europeias, o acordo significa mais acesso ao mercado e maior segurança jurídica, assim como um melhor ambiente concorrencial na China», opinou.
O presidente francês, Emmanuel Macron, também saudou o acordo, sublinhando que «o diálogo entre a Europa e a China fortaleceu-se e reequilibrou-se nos últimos anos» e assim continuará a acontecer.
Em meados de Setembro passado, a China e a UE tinham concordado em acelerar as conversações sobre o Acordo Integral de Investimento (CAI), cuja negociação começara em 2014.
Recorde-se que os EUA exerceram diversas pressões para que as negociações entre a UE e a China só viessem a ser concluídas depois da tomada de posse da nova Administração norte-americana, dirigida pelo Presidente Joe Biden, e após consulta a esta.