Concentração na sede garantiu continuação da luta na EGF
NEGOCIAÇÃO Está convocada greve para dias 28 e 29, caso a administração do Grupo EGF insista em recusar a negociação de aumentos salariais e um acordo colectivo de trabalho (ACT) uniformizador.
A greve é realizada para exigir diálogo, negociação e soluções
Na sexta-feira, dia 18, durante a manhã, trabalhadores das empresas de recolha, tratamento e valorização de resíduos do Grupo EGF concentraram-se em Linda-a-Velha (Oeiras), frente à sede deste (e também do Grupo Mota-Engil, a quem a EGF foi entregue por via da privatização iniciada em 2013 e concluída em 2015).
Numa resolução aprovada durante o protesto, promovido pelo STAL e a Fiequimetal, recorda-se que, noutra acção, ali realizada em 23 de Junho, ficou garantido que «viremos as vezes que forem necessárias para defender melhores condições de trabalho».
Ora, «face ao agravamento dos problemas nos locais de trabalho e perante a atitude de sistemático desrespeito pelas organizações sindicais e pelos trabalhadores e de recusa em negociar um ACT», resta o caminho da luta, incluindo «o recurso à greve, como forma de protesto, mas também de exigência de diálogo, de negociação e de soluções».
Os trabalhadores e as estruturas da CGTP-IN exigem, como se refere na resolução, «a negociação urgente de um ACT que uniformize as regras laborais para todos os trabalhadores e todas as empresas do grupo, e que promova e garanta a valorização remuneratória, a dignificação profissional e a qualidade do serviço público prestado».
Nas reivindicações consta ainda o aumento imediato dos salários e outras prestações pecuniárias, a atribuição de um subsídio de risco extraordinário, no quadro do surto epidémico, e a regulamentação de um suplemento de risco, a valorização das carreiras profissionais, garantindo a progressão e a promoção, e melhoria das condições laborais (com pleno respeito pelas normas de Saúde e Segurança no Trabalho).
Em apoio a estas reivindicações, foi entregue à administração um abaixo-assinado com mais de 800 subscritores, que circulou nas empresas do Grupo EGF.
Na ocasião foi anunciada uma greve, a 28 e 29 de Dezembro, nas empresas ERSUC, Resiestrela, Resinorte, Valnor e Valorlis.