MDM assinala Dia Internacional da Violência contra as Mulheres

O Movimento Democrático de Mulheres (MDM) agendou para ontem, 25, um conjunto de acções de denúncia, proposta e apelo para que se prossiga e se reforce o combate a todas as formas de violência contra as mulheres.

Prevista está uma tribuna pública em Braga sobre a violência no trabalho e um cordão-humano em Évora sob o lema «Da prostituição à exploração sexual: combate todas as formas de violência». As acções incluem ainda um laboratório online sobre as «Violências contra as mulheres» e a transmissão de um tempo de antena na RTP1. A agenda pode ser consultada em www.mdm.org.pt.

Milhões de vítimas
Na União Europeia, por exemplo, estima-se que uma em cada três mulheres foram vítimas de violência física e/ou sexual. Destas, 43 por cento sofreram alguma forma de violência psicológica; cinco por cento foram violadas; 18 por cento foram vítimas de perseguição; 55 por cento foram vítimas de assédio sexual, 32 por cento delas em contexto laboral.

«Em todo o mundo, todos os dias, milhões de mulheres e raparigas são sujeitas a alguma forma de ofensas e violência física, psicológica, moral ou sexual. Em casa, no trabalho, em público. Na Internet e redes sociais», alerta o MDM, lembrando que o corpo das mulheres «continua a ser explorado por negócios multimilionários como o das “barrigas de aluguer”, a prostituição e tráfico de mulheres para exploração sexual, laboral e servidão doméstica», persistindo, ao mesmo tempo, «práticas nefastas como a mutilação genital feminina e casamentos forçados de meninas e jovens».

 



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