PCP contesta despedimentos na Segurança Social
O despedimento de cerca de 100 trabalhadores do edifício sede do Instituto da Segurança Social (a quem foi comunicado a cessação do contrato), a juntar a outros tantos a nível nacional a quem poderá vir a suceder o mesmo, constitui uma decisão «absolutamente inaceitável», afirma o PCP, que instou o Governo a esclarecer que medidas pensa tomar para reverter esta situação.
Em causa, de acordo com uma nota informativa chegada ao Grupo Parlamentar comunista pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas, estão trabalhadores que integram as mesmas equipas compostas por trabalhadores vinculados à Segurança Social, que executam as mesmas tarefas que os seus colegas, com a única diferença que são contratados através de empresas de trabalho temporário.
«Como é isto compatível com as declarações relativas à intenção de reforçar a capacidade de resposta da Segurança Social?», indagam João Oliveira e Diana Ferreira na pergunta que dirigiram, dia 19, à ministra do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, na qual afirmam que a decisão é ainda mais incompreensível face à carência de meios humanos da Segurança Social e ao momento que o País atravessa.
À responsável pela tutela do Trabalho pedem ainda que esclareça se o Executivo vai ou não adoptar medidas para reforçar o número de trabalhadores da Segurança Social e a sua «capacidade de resposta as necessidades». Tanto mais que esta entidade precisa de mais trabalhadores e não de menos trabalhadores, como a própria governante já reconheceu em declarações anteriores e em que adiantou que o Governo iria proceder a novas contratações para o Instituto.
Na sua missiva os deputados comunista lembram também a redução significativa de trabalhadores sofrida ao longo dos anos pela Segurança Social, sangria que levou a uma «drástica diminuição da capacidade de resposta dos serviços, com consequências para as populações».