União dos Sindicatos de Setúbal rejuvenesce e reforça-se

ORGANIZAÇÃO As estruturas do movimento sindical unitário no distrito de Setúbal analisaram a actividade desenvolvida nos últimos quatro anos e definiram as linhas de acção para o período até 2024.

Voltou a haver uma grande renovação na composição da direcção

No 11.º Congresso da União dos Sindicatos de Setúbal, realizado no dia 7, quarta-feira, no Fórum Municipal Luísa Todi, participaram 250 dirigentes e delegados, em representação de 22 sindicatos com intervenção no distrito. Luís Leitão, coordenador da USS e membro da Comissão Executiva da CGTP-IN, salientou ao Avante! o facto de, dos 49 elementos eleitos para a direcção distrital, 23 não transitarem do anterior mandato, o que representa uma renovação de 47 por cento da composição, tal como já tinha sucedido no anterior congresso. Destacou ainda que no órgão dirigente, com uma idade média de 46 anos, há agora mais mulheres.

Ao longo do dia, foram abordados temas como a ligação dos sindicatos aos locais de trabalho, as reivindicações, o reforço da organização sindical, da intervenção e da luta dos trabalhadores, sob o lema «Valorizar o trabalho e o distrito, Mais emprego, mais salário, mais serviços públicos, segurança e saúde».

Nos quatro anos decorridos desde o 10.º Congresso (30 de Setembro de 2016, na Moita), um primeiro período ficou marcado pela reposição de direitos, «que teve origem na luta que os trabalhadores do distrito travaram e que permitiu derrotar o governo PSD-CDS e dar origem à criação de uma nova relação de forças na Assembleia da República», como afirmou o coordenador na abertura dos trabalhos, valorizando «alguns avanços, ainda que de forma limitada», devido às «opções políticas do PS».

Com a acção sindical e a luta colectiva, foi possível «exigir e conseguir aumentos significativos» de salários e passar a efectivos os vínculos precários de mais de 3500 trabalhadores, nestes quatro anos. A par deste resultado, «no momento actual não esquecemos os 120 trabalhadores que a Autoeuropa está a dispensar nem os 200 trabalhadores da refinaria da Petrogal em Sines, pois o posto de trabalho é permanente e, como tal, o vínculo tem de ser efectivo», exigiu Luís Leitão.

No período final do mandato, perante o surto da COVID-19, «não deixámos de estar nos locais de trabalho, a exigir que fossem cumpridas todas as normas de segurança, higiene e saúde». Para os trabalhadores na «linha da frente», a USS e os sindicatos reclamaram «todas as condições de trabalho» e «salários dignos, carreiras profissionais e profissões dignas, para eles e para os restantes trabalhadores».

A Secretária-geral da CGTP-IN, Isabel Camarinha, interveio no encerramento, sobre a presente situação e as tarefas e objectivos que se colocam no ano em que a confederação celebra o cinquentenário da sua fundação.

Além das reivindicações de âmbito nacional, como o aumento generalizado dos salários em 90 euros e um salário mínimo de 850 euros, mas também a ruptura efectiva com a política de direita e a viragem para uma política de esquerda e soberana, a União dos Sindicatos de Setúbal exigiu várias medidas para o desenvolvimento do distrito.

Entre os convidados, no 11.º Congresso da USS estiveram antigos dirigentes sindicais e delegações do MURPI, do MDM, da LOC, da União dos Sindicatos de Lisboa, das câmaras municipais de Setúbal, Moita, Sesimbra e Sines, da Associação de Municípios da Região de Setúbal, da JCP e do PCP.

No final dos trabalhos, cerca das 18 horas, os participantes no congresso saíram à rua e desfilaram, em manifestação, até ao coreto na Avenida Luísa Todi, onde Luís Leitão e Isabel Camarinha fizeram breves intervenções.

 



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