MURPI alerta para «drama» nos lares de idosos
DIGNIDADE A Direcção Nacional (DN) do MURPI aprovou uma moção onde reclama da Segurança Social «medidas urgentes» que ponham cobro aos «dramas» vividos nos lares para idosos.
Existem milhares de lares não licenciados
A moção «Por uma maior protecção das pessoas idosas nos lares» foi aprovada no dia 29 de Setembro. «A pandemia provocada pela COVID-19 veio demonstrar a fragilidade destas entidades, muitas delas desprovidas de um plano de contingência coerente, aliada à insuficiência de estruturas de habitabilidade e à exiguidade do número de trabalhadores adequados ao seu funcionamento», refere a Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos – MURPI.
O alerta estende-se à «existência de outros milhares de lares não licenciados», que, «além de demonstrar a necessidade de haver resposta adequada do Estado às necessidades de uma população envelhecida e dependente, prenunciam situações mais gravosas, sob o ponto de vista sanitário que irão, seguramente, agravar o panorama da morbimortalidade das pessoas idosas, neles residentes».
«Quantas mais têm de morrer para que o Governo assuma a responsabilidade da segurança e do tratamento médico atempado das pessoas idosas residentes em lares?», interroga o MURPI, lembrando que «esta insuficiência agora demonstrada, vem de há dezenas de anos, em que os governos da responsabilidade do PS, do PSD e do CDS não assumiram as suas responsabilidades constitucionais, delegando-as noutras instituições que cronicamente as subfinanciam».
Por tudo isto, a DN da Confederação renova a exigência de um Plano Estratégico de Protecção das Pessoas Idosas em Lares, bem como a criação de uma Rede Pública de Equipamentos Sociais a ser gerida pelo Estado, de acordo com as necessidades verificadas regionalmente.
Envelhecer com dignidade
Antes, assinalando o Dia Internacional do Idoso, com a mensagem «Com toda a protecção sanitária – Viver e lutar por um envelhecimento com bem-estar e qualidade de vida», o MURPI acentuou a necessidade e urgência de «travar os efeitos devastadores trazidos» pela COVID-19 que «afectou particularmente este grupo vulnerável, combatendo e mitigando todas as formas de isolamento familiar e social que agravam a solidão e a tristeza com repercussões na saúde física e mental das pessoas idosas».
Entre outras propostas, reclama-se a aprovação, no Orçamento do Estado para 2021, de «medidas de valorização dos rendimentos dos reformados, pensionistas e idosos que assegurem a melhoria do poder de compra e combatam a pobreza que se acentua com a epidemia».