Escalada belicista entre Arménia e Azerbaijão

GUERRA Intensos combates entre tropas da Arménia e do Azerbaijão, com recurso a artilharia, tanques, aviões e mísseis, duram há 10 dias, na região de Nagorno-Karabakh, provocando baixas militares e civis. A ONU e a OSCE pedem o fim imediato das hostilidades.

Turquia acusada de apoiar Azerbaijão com armas, conselheiros e mercenários

Os ministros dos Exteriores da Rússia, França e EUA condenaram na segunda-feira, 5, a escalada belicista em Nagorno-Karabakh, enclave reivindicado por Arménia e Azerbaijão. Serguéi Lavrov, Jean-Ives Le Drian e Mike Pompeo, dos países que presidem ao Grupo de Minsk, da Organização para a Segurança e a Cooperação da Europa (OSCE), condenaram «nos termos mais enérgicos a escalada de violência perigosa e sem precedentes na zona do conflito de Nagorno-Karabakh».

Uma declaração conjunta enfatiza que os ataques realizados contra instalações civis significam «uma ameaça inadmissível para a estabilidade da região». Neste contexto, os diplomatas instaram as partes do conflito a uma trégua imediata e sem condições. Além disso, os três países realçam que «estão firmemente comprometidos com a plena implementação do mandato conferido pela OSCE e a comunidade internacional».

Já a 1 deste mês, Rússia, França e EUA tinham apelado à Arménia e ao Azerbaijão para pôr fim imediato às hostilidades e retomar as negociações. A ONU e diversos países têm também pedido o termo dos combates.

No dia 27 de Setembro voltaram a eclodir confrontos armados em Nagorno-Karabakh, foco do conflito entre Arménia e Azerbaijão desde que esse território, de população maioritariamente arménia, decidiu em 1988 separar-se do Azerbaijão.

As duas partes, que se acusam mutuamente de ter desencadeado a actual espiral bélica, sem precedentes desde a guerra de 1992-94, ordenaram a mobilização de reservistas, impuseram a lei marcial e travam combates com a utilização de artilharia, blindados, aviação e sistemas de mísseis ao longo da linha que separa as suas tropas. Há um número elevado de mortos e feridos, militares e civis.

O Azerbaijão insiste em recuperar a soberania sobre o enclave, enquanto a Arménia defende os interesses da autoproclamada República de Nagorno-Karabakh. A Turquia, como segundo maior exército da NATO, é acusada pela Arménia de apoiar o Azerbaijão com armas e conselheiros de enviar mercenários da Síria para combater no Cáucaso.

Para impulsionar uma solução negociada do conflito, em 1994 foi criado o Grupo de Minsk, da OSCE, co-presidido por Rússia, França e EUA, e integrado também por Alemanha, Bielorrússia, Finlândia, Itália, Suécia e Turquia.




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