Músicos contra o racismo, a xenofobia e o fascismo
«Neste tempo difícil que vivemos, por via da pandemia da COVID-19, e do medo que ela arrasta, assiste-se em Portugal ao crescimento de um movimento racista, xenófobo, fascista, que põe em causa a democracia e os seus valores», alertam mais de 50 músicos e compositores portugueses em carta aberta, tornada pública esta terça-feira, 24.
Os subscritores, conscientes de que «este é um movimento não apenas português, mas sim internacional», «o que aumenta exponencialmente o perigo que ele representa», manifestam por isso o «seu repúdio contra todas as formas de discriminação, apelando ao poder político e à sociedade civil no seu todo para que se mobilizem contra o racismo, a xenofobia, o fascismo».
Entre os criadores, intérpretes, cantautores e músicos das mais variadas áreas que assinam a missiva, do fado ao hip-hop, passando pelo rock, o jazz ou a música clássica, encontram-se nomes como Camané, Mário Laginha, António Pinho Vargas, Salvador Sobral, Aldina Duarte, Brigada Vicor Jara, Bernardo Moreira, Filipe Raposo, Júlio Resende, JP Simões, Mário Delgado, Carlos Martins, Ricardo Toscano, Maria João, Rita Red Shoes, Cristina Branco, Manuela Azevedo, Rui Galveias, Sérgio Carolino,
Alex Cortez, Álvaro Rosso, Joana Manuel, João Gil, LBC Soldjah (Flávio Almada), Luís Varatojo, Paulo Vaz de Carvalho, Scúru Fitchádu, Sofia Vitória, Susana Santos Silva, subscrevem também a carta, entre muitos outros.