A política alternativa de que Portugal precisa
Os problemas nacionais são indissociáveis em larguíssima medida de décadas de política de direita. São anos e anos consecutivos que deixaram um rasto de marcas profundas: destruição de uma larga faixa do aparelho produtivo, aumento de dependência externa, perda de soberania, exploração, desigualdades, injustiças, empobrecimento, corrupção.
A resposta aos problemas pressupõe, pois, necessariamente, a rejeição de tais opções e a afirmação de uma política alternativa, patriótica e de esquerda, como o PCP a designa e há muito defende.
Política que tem um conteúdo concreto, vertido em linhas de acção. Jerónimo de Sousa enunciou algumas delas, lembrando, desde logo, as relacionadas com o mundo do trabalho: aumento geral de salários para todos os trabalhadores, valorização das profissões e das carreiras, aumento do salário mínimo nacional, combate à desregulação dos horários e sua redução para as 35 horas semanais na Administração Pública, no sector empresarial do estado e no sector privado, combate à precariedade, revogação das normas gravosas da legislação laboral.
A valorização das pensões de reforma e o reforço e alargamento dos apoios sociais, constituem outros elementos nucleares da política alternativa que o PCP defende, onde se integra ainda a defesa e valorização dos serviços públicos, cujo papel central no surto epidémico «ficou ainda mais evidente», observou.
Tal como é imprescindível, na óptica do PCP, que Portugal assegure o controlo público sobre empresas e sectores estratégicos, aposte na produção nacional, e no reforço do investimento. «Este é o objectivo, o compromisso do PCP», reafirmou Jerónimo de Sousa.