Vibrante comício no Porto por um Portugal com futuro

REFORÇAR Jerónimo de Sousa esteve no Porto, domingo, a participar num vibrante comício. Foram muitos os apoiantes, militantes e amigos que ali se reuniram, dando mais força às aspirações e aos interesses dos trabalhadores e do povo, e à mensagem e soluções do PCP.

«Nas horas boas e nas horas más é neste Partido que podem confiar»

A tarde de domingo, na cidade do Porto, ficou marcada pelo grande comício realizado pelo PCP. Cumpridas as medidas de segurança sanitária e assegurada a saúde dos participantes, foram muitos os militantes, simpatizantes e amigos do Partido que afluíram à praça D. João I: perto das 15 horas, à visão do mar de vermelho que encheu aquele local central da cidade nortenha, era já certo estar-se perante uma poderosa afirmação de determinação ecombatividade.

Foi perante este cenário que Ilda Figueiredo, eleita da CDU na Câmara Municipal do Porto e membro do Comité Central do PCP, foi a primeira a usar da palavra. A dirigente do Partido começou por saudar não só os presentes no comício, mas também todos quantos sofrem as consequências da crise sanitária, económica e social.

«Com o objectivo de conhecer melhor a situação na cidade, a CDU e os seus eleitos têm-se multiplicado por visitas e reuniões que têm servido de suporte a propostas e a recomendações que temos feito nos órgãos institucionais», afirmou Ilda Figueiredo, anunciando algumas das propostas e soluções alcançadas pelas forças que compõem a coligação: o apoio especial de 150 mil euros para as associações; a atribuição de uma verba redobrada ao fundo do associativismo (800 mil euros); os programas de férias para crianças dos seis aos 12 anos; a defesa de um verdadeiro programa social de animação cultural e desportiva para a juventude e para os idosos; programas de apoio à aquisição ou construção urgente de habitação pública; a redução do IMI para habitantes com residência própria; melhorias na acessibilidade e redução dos preços nos transportes; e a gratuitidade das viagens na STCP para jovens menores de 18 anos.

«Nunca deixámos de estar onde era necessário»

Já Jerónimo de Sousa começou por relevar a importância da intervenção do PCP nos últimos meses, garantindo que o «nosso Partido não deixou, em momento nenhum, de responder ao agravamento da situação económica e social que o grande capital ampliou, aproveitando o pretexto da epidemia para aprofundar a exploração e tirar vantagens à custa dos trabalhadores e das dificuldades do povo». Junto dos trabalhadores e das populações, nas instituições, nas empresas e nas ruas – este foi, como é sempre, o lugar do PCP.

Para o Secretário-geral, o colectivo partidário «soube dar as respostas necessárias» à situação complexa que se viveu e vive, «não se deixando paralisar nem pelo medo, nem pelas limitações que nos quiseram impor». Às necessidades que se foram colocando, o Partido respondeu com «acção, intervenção e luta».

A necessidade de assegurar as condições sanitárias e clínicas capazes de garantir a saúde das populações foi também abordada por Jerónimo de Sousa. «É preciso continuar a agir para salvaguardar a saúde e a vida dos portugueses. Para isso apresentámos um Plano de Emergência para reforçar o Serviço Nacional de Saúde (SNS), que queremos e tudo vamos fazer para o ver concretizado», afirmou, acrescentando que os grupos económicos que se dedicam ao negócio da doença de tudo têm feito para denegrir e desacreditar o SNS. «O seu objectivo é criar condições para assegurar o florescimento do seu negócio», denunciou.

Orçamento Suplementar:
o PCP «fez o que se impunha»

A rejeição, pelo PCP, do Orçamento Suplementar foi um dos temas em realce na intervenção do Secretário-geral, para quem o documento em causa revelou uma «clara opção» pelo favorecimento dos interesses do capital, pelo acentuar da desigualdade e injustiças e pelo prolongamento do corte de salários a milhares de trabalhadores. É, também, um orçamento sem soluções para garantir o emprego, dinamizar o investimento público e garantir apoios para as micro, pequenas e médias empresas, e que, em simultâneo, transborda de privilégios e benefícios para o capital e para os grupos económicos.

Daí o voto contra do PCP, afirmou Jerónimo de Sousa, explicando: «É que este Partido nunca poderia votar uma proposta que propõe menos protecção àqueles que mais precisam. Este Partido tem a consciência que neste momento, centenas de milhares de portugueses têm em jogo a sua própria vida.» O dirigente comunista sublinhou ainda que «Portugal precisa ter presente as lições que se retiram da actual situação e que não podem ser ignoradas: a importância do papel dos trabalhadores e a centralidade do trabalho na sociedade; o papel dos serviços públicos; a importância da produção nacional e ter os sectores estratégicos nas mãos do País».




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