Artistas

Albert Fish

Albert Fish é o nome de uma banda veterana do punk nacional, nascida em 1995 nas ruas de Lisboa. Conta no seu historial com três álbuns de originais: Strongly Recommended (Zerowork Recs - 2002), News From The Front (Raging Planet - 2009) e Still Here (Spirit Of The Streets - 2014) para além de dezenas de outras edições incluindo EPs, singles, compilações ou diversos splits, alguns dos quais com algumas bandas clássicas do Punk mundial, como os italianos Klasse Kriminale ou os brasileiros Garotos Podres e ícones do punk luso como Peste & Sida ou Crise Total. Isto para além de serem referência em alguns documentários sobre o punk em Portugal, em diversos livros e DVDs.

Aldina Duarte

A versão ao vivo do mais recente disco de Aldina Duarte, intitulado “Roubados”, promete trazer à Festa do Avante! a singular autenticidade da fadista, sempre numa busca de verdade que é uma constante nas suas interpretações, recorrendo a um jogo rítmico na divisão dos versos, que sempre a fascinou, usando e abusando até do contratempo (o chamado “roubado” na gíria musical dos fadistas). Em palco estarão Paulo Parreira na guitarra portuguesa, Rogério Ferreira na viola e Francisco Gaspar no baixo, e uma sonoridade que pertence exclusivamente a este quarteto, inconfundível e arrebatadora.


Ana Laíns

Os 20 anos de carreira de Ana Laíns celebram-se este ano. A cantora focou a sua carreira na defesa da língua portuguesa e promete um concerto que vai do fado à música tradicional portuguesa, onde aparece o adufe das Beiras, se canta o mirandês de Trás-os-Montes ou se ouve a concertina minhota. Em palco, faz-se acompanhar por seis músicos.


Anastácia Carvalho
(Cabo Verde)

Anastácia Carvalho, cantora e maestrina, nasceu em Angola, de origem são-tomense. Canta profissionalmente desde o ano de 2000, com um percurso musical com toques de gospel, blues, jazz, soul, reggae, funk e música africana. Iniciou os estudos de Jazz na escola JB Jazz em Lisboa em 2014. Tem trabalhado com artistas como Rui Veloso, Bonga, Costa Neto, Filipe Santos, Tonecas Prazeres, Tabanka Djaz, Karyna Gomes, Selma Uamusse, Mercado Negro, entre outros. No seu último trabalho, Anastácia apresenta uma fusão entre os vários estilos que formam o seu universo musical, com destaque para a divulgação dos ritmos de S. Tomé e Príncipe, bem como os de Angola.


Blasted

Conhecidos pelos seus espectáculos vibrantes e cheios de energia, os Blasted aliam as suas letras inspiradas à aplicação das artes visuais e a inovadores conceitos tecnológicos, criando atuações inesquecíveis que levam os próprios a dizer que “mais do que uma banda ou um coletivo de artistas, os Blasted são um grupo de pensadores que se uniu em 1996 para desenvolver um conceito que quebra as barreiras do palco e entra na realidade diária”. Para a Festa do Avante! trazem um espectáculo especial de comemoração de 25 anos de carreira.

Camané & Mário Laginha

Camané e Mário Laginha já deram vários concertos juntos e resolveram criar um projecto, pensado de raiz para aliar a voz do primeiro e o piano do segundo, a que deram o nome de "Aqui está-se sossegado". O concerto conta duas dezenas de temas, saídos do cânone fadista tradicional, do repertório de Camané, e incluirá também inéditos compostos por Mário Laginha que, recorde-se, musicou já um poema de Álvaro de Campos "Ai Margarida", que integra um dos últimos discos de Camané.

Capicua
com Lena d’Água

Capicua nasce no Porto, nos anos 80, descobre a cultura hip hop nos anos 90 (primeiro pelo grafitti, depois pela música), passando de mera ouvinte a aprendiz de rapper já neste século. Socióloga de formação, considera-se uma rapper militante e é conhecida pela sua escrita exímia, emotiva e politicamente engajada. Após anos intensos de concertos e de enormes êxitos com o material dos discos anteriores, Capicua tem agora uma nova formação e com o disco "Madrepérola" renovou o repertório. Além dos músicos que habitualmente a acompanham (D-One, Virtus, Luís Montenegro e Sérgio Alves), Capicua estará ladeada por duas vozes cantadas (Inês Pereira e Joana Raquel) e convida para o espectáculo da Festa do Avante! a fantástica Lena d’Agua.

Costa Neto
(Moçambique)

Fundador do grupo M’Bila, um dos grupos que revolucionou a música urbana moçambicana, o qual dirigiu até 1988, Costa Neto é considerado por muitos como o mais fiel intérprete da música moçambicana na Europa. O seu novo CD é uma demonstração da diversidade cultural moçambicana: chama-se Mandjólò, que é também o nome tradicional da vila de Bela Vista que a população de Matutuine, onde Costa Neto fez o ensino primário em criança, preserva desde sempre, numa ramificação do Ronga (língua nativa que se fala na região), conhecido na capital “Maputo” por Xindindindi (pela predominância da sílaba “ndi”), mas que os nativos preferem chamar Xizinguiri.

Dead Combo

A história dos Dead Combo, a dupla formada por Tó Trips e Pedro Gonçalves, começou em 2003 na sequência de um convite para compor e gravar a canção “Paredes Ambience”, incluída no disco de homenagem a Carlos Paredes “Movimentos Perpétuos – Música para Carlos Paredes”. A carreira subsequente é, simplesmente, brilhante. Mas 2020 não será um ano qualquer para os Dead Combo, é o ano em que decidiram acabar. Decidiram acabar, mas acabar em grande e, por isso, os dois músicos voltam aos palcos num passeio pela história de uma carreira com mais de 16 anos, seis álbuns de originais (10 discos no total) e inúmeros concertos.

Dino D’ Santiago

Dino D'Santiago estreou este ano "Kriola". Este novo disco conseguiu ir para lá do panorama nacional, recebendo críticas elogiosas dos meios americanos e brasileiros, como da Rolling Stone, do Complex e da Folha de S. Paulo. Dino D'Santiago, natural de Quarteira, trabalha a tradição cabo-verdiana com o peso contemporâneo da electrónica global, como prova o hino "Kriolu". Com o disco "Mundu Nôbu", Dino D’ Santiafo ganhou "Melhor Álbum", "Melhor Artista Solo" e "Prémio da Crítica" dos Play - Prémios da Música Portuguesa. Um nome incontornável.

el Sur

O grupo português el Sur traz à Festa do Avante! um concerto baseado no seu disco “Todas as sombras”, lançado em Fevereiro de 2020. Este espectáculo, como o disco, parte da exploração de territórios artísticos e humanos da América do Sul - as lutas dos seus povos, os seus sonhos interrompidos, o seu amor à vida -, para chegar aos tempos que vivemos e aos territórios que nos habitam, enfrentando “sombras antigas” como os fascismos, os colonialismos, a exploração, o racismo, a desumanidade. el Sur soma as referências de poetas e músicos latino-americanos ao acervo de cada um dos músicos do grupo (Joana Manuel, João Cardoso, Rui Alves, Rui Galveias e Tiago Néo), feito de raízes blues, punk, prog-rock ou folk.

Galo Gordo
(crianças)

O projecto Galo Gordo, da escritora Inês Pupo e do músico Gonçalo Pratas, celebrou 10 anos em 2019. Para assinalar a data os seus autores lançaram o quarto livro e CD “É uma festa”. O Galo Gordo é um dos mais marcantes projectos artísticos para a infância em Portugal e é referenciado pelo Plano Nacional de Leitura e pela Casa da Leitura da Gulbenkian. O espectáculo “Galo Gordo 10 anos” que apresentam na Festa do Avante! é uma oportunidade única para apresentar às crianças, às famílias e à comunidade educativa um dos mais consistentes projectos musicais e literários para a infância em Portugal.

Gerson Marta
(Angola)

Nascido em Luanda (Angola), no ano de 1980, Gerson Marta é um músico angolano residente em Portugal. Escreve e compõe todas as suas canções e vem de uma família recheada de grandes cantores como seu pai, Maiuca Marta, de Cabo Verde, que fez parte dos célebres “Grito di Povo, Zimbos e Os Merengues”, bem como seus irmãos, tios e primos. Em 1999 viaja para Portugal onde começa uma nova fase da sua ainda nova carreira artística, pois pela primeira vez estaria a cantar a solo. Actuou em palcos com cantores como Tito Paris, Paulo Gonzo, Fafá de Belém, Anselmo Ralph, Yuri da Cunha, entre muitos outros. Depois do lançamento de seu primeiro trabalho discográfico "Maiúca", Gerson encontra-se a gravar um novo álbum, com a primeira apresentação na Festa do Avante!.

Lena d’Água

O novo disco de Lena d’ Água, “Desalmadamente”, não identifica apenas o regresso de uma adas artistas mais icónicas e reconhecidas da música portuguesa – ele foi considerado Álbum do Ano 2019 pela revista Blitz e pela Antena 3. Nos concertos, Lena d’Água recupera alguns dos principais temas do seu repertório, da década de 1980 até ao presente. “Sempre que o amor me quiser”, “Demagogia”, “Grande Festa” e “Hipocampo” são alguns dos temas obrigatórios em palco que certamente serão acompanhados em coro pelo público da Festa do Avante!.

Luta Livre

LUTA LIVRE é o novo projecto do músico Luís Varatojo que resulta de um olhar interventivo sobre a sociedade e a actualidade. Nas palavras do jornalista Manuel Halpern: “É música de intervenção alicerçada na melhor tradição de Zeca Afonso, José Mário Branco, Clash ou Gil Scott-Heron, mas com uma linguagem estética aplicada à vida contemporânea.” O escritor José Luís Peixoto acrescenta: “Ainda bem que continua a haver quem não tenha medo de dizer certas palavras, de cantá-las.” E Valter Hugo Mãe declara: “Se a pandemia ainda não revelara grande arte, abatendo-se sobre os criadores como susto, perplexidade ou demora, o Luís Varatojo desembruxou de vez a situação. ‘Iniquidade’ é uma canção para o património do mundo”.


Mão Morta

Com quinze álbuns de originais editados em 30 anos, os Mão Morta dividiram opiniões, criaram alguns hinos geracionais e tornaram-se um dos vértices máximos do rock nacional. Em 2019, depois de criarem um espectáculo de dança com a coreógrafa Inês Jacques, editaram com a música daí resultante o seu último álbum de originais, “No Fim Era o Frio”. É esse disco que os Mão Morta trazem à Festa do Avante!, juntamente com clássicos do seu repertório, numa apresentação repartida em que os módulos do disco, sem os artifícios das coreografias, se integram no diagrama rock’n’roll que lhes dá fama.

Maria Alice
(Cabo Verde)

Maria Alice nasceu na Ilha do Sal, Cabo Verde. Desde muito cedo chamou a atenção para a particularidade da sua voz cristalina, sensual e intensa. Em 1981, instala-se em Lisboa e colabora, entre outros, com artistas, como Armando Tito, Vaiss, Paulinho Vieira, Tito Paris, Toy Vieira, em actuações ao vivo e gravações. Nesta edição da Festa do Avante!, acompanhada por um leque de músicos de grande qualidade, apresentará temas inéditos. Do alinhamento fazem também parte músicas que habitam as memórias de infância da cantora, e outras dos seus discos Ilha d’Sal, D'Zemcontre, Lágrima e Súplica e Tocatina, bem como do mais recente trabalho com Jon Luz, que aguarda lançamento ainda este ano.


Marta Ren

A viagem musical de Marta Ren começa como vocalista e co-fundadora dos Sloppy Joe em 96. O seu percurso como cantora faz-se, também, de colaborações, dando alma a alguns dos refrões clássicos do hip hop dos Dealema e de Sam the Kid, mas também de participações com bandas históricas como os Mão Morta, Trabalhadores do Comércio, Wraygunn ou GNR. Como vocalista fez parte dos Bombazines mas foi com os Funkalicious que apurou aquele que viria a ser o seu som de assinatura. “Stop Look Listen”. O seu último single, “Worth It” foi misturado e produzido pelo talentoso Emerald Razz que, em 20 anos, trabalhou com nomes como Mark Ronson, Lily Allen ou até Kylie Minogue. Marta Ren usa o seu próprio termo para descrever o que faz: “Funk’ ‘Roll”.

Peste & Sida

Os Peste & Sida trazem música com eles desde 1986 e são uma das bandas históricas do rock português em actividade. Regressam à Festa do «Avante!» para recuperar uma energia muito própria e característica: a banda orgulha-se de ser essencialmente uma “live band” e de atingir os seus pontos mais altos no contacto directo com o público. Na “Festa!” o público, de certeza, vai fazer tudo para os ajudar a ir até às nuvens.

Rogério Charraz

Rogério Charraz é um dos cantautores mais talentosos da sua geração, que conta já com nove temas em bandas sonoras de TV, quatro discos e colaborações com nomes como Fausto Bordalo Dias, Rui Veloso, José Mário Branco, Ricardo Ribeiro, Júlio Resende ou Richard Bona. Km 4.0, o nome que ele deu à digressão com que percorre o país, passa pela Festa do Avante! trazendo canções como “Porto de Abrigo”, “A dita dura”, “Grito Vagabundo”, ou “O Submarino Irrevogável”, para além de antecipar alguns dos temas do próximo disco, a editar nos próximos meses.

Rosa Mimosa y sus Mariposas

A banda nasceu em Lisboa em Maio de 2016 por um grupo de amigos que, através da influência da cumbia (que é, por exemplo, a música tradicional da Colômbia), terem começado a partilhar diferentes raízes culturais e musicais. Os “Rosa Mimosa y sus Mariposas” vão levar o público da Festa do Avante! através de uma viagem pelos diversos ritmos cumbieros da América-Latina, desde cumbia tradicional colombiana, passando pela chicha peruana, o punk cumbiero argentino, a nueva cumbia chilena e cumbia criolla. "Las Mariposas" contam com um set de sopros, percussões, cordas e duas vozes.

Scúru Fitchádu
com Prétu Chullage e Cachupa Psicadélica

Scúru Fitchádu descreve o seu espectáculo desta maneira: “é uma jornada inquieta de aceleração de batimentos cardíacos, conceito anticolonial e electrónica de libertação. Um novo caminho, onde as novas linguagens visitam a forma tradicional de música cabo-verdiana funaná, sem modéstia na forma de uma locomotiva furiosa de estética punk” Os convidados, Prétu Chullage e Cachupa Psicadélica, prometem estar à altura da criatividade de Scúru Fitchádu.

Stereossauro
com Camané, Chullage e Ricardo Gordo

Stereossauro é um DJ, produtor e scrather e, também, reinventor da música portuguesa. Trabalha nesta fase, como autor, numa aventura ambiciosa que une os universos do hip hop e do fado, duas coordenadas que lhe têm alimentado a imaginação e a criatividade. Ele, que tem procurado encontrar novas coordenadas para apresentar a música dos Clã ou de Zeca Afonso, de Amália, Sérgio Godinho ou Carlos Paredes (levou uma versão de “Verdes Anos” à Eurovisão), é uma das metades dos Beatbombers, o duo que mantém com DJ Ride e que o ano passado se estreou em álbum, depois de já terem apresentado scratch tools e incontáveis outros argumentos que os colocam no topo da hierarquia nacional de DJs. É grande a expectativa de um grande momento na Festa do Avante!.

Uxu Kalhus

Uxu Kalhus são um projeto com 19 anos de existência e outros tantos de dedicação à reinvenção da música tradicional portuguesa. Reinvenção porque colocam a música tradicional num universo de fusão fazendo uso, por um lado, de instrumentos acústicos e eléctricos e, por outro, porque cruzam estilos e influências dos vários elementos que compõem o grupo na hora de fazer arranjos para temas do cancioneiro português e/ou na composição de música original. "Enleio" é o seu disco mais recente.

Xutos & Pontapés

Tudo começou a 13 de janeiro de 1979, na sala Alunos de Apolo, em Lisboa. Na altura, Zé Leonel (voz), Zé Pedro (guitarra) e Kalú (bateria) participavam nas comemorações dos 25 anos do Rock & Roll. Hoje, quase quatro décadas depois e com 13 álbuns de originais no currículo, os Xutos & Pontapés são “A” bandeira do próprio Rock & Roll em português, por portugueses e para portugueses. Dona de um acervo de clássicos inigualável, a banda foi já distinguida com vários prémios e, também, condecorada. Verdadeiros “animais de palco” que vivem para os seus concertos, é através destes momentos que os Xutos cimentam a sua ligação indestrutível com um público sempre presente à chamada, de braços cruzados em “X”. Há 40 anos que é assim e vai continuar a sê-lo.

Orquestra de Jazz do Hot Clube de Portugal
e Ensemble Manuel Jorge Veloso

A Orquestra de Jazz do Hot Clube de Portugal, sob a direcção de Luís Cunha, apresenta um reportório dedicado à memória de Manuel Jorge Veloso, um pioneiro e um dos maiores divulgadores do jazz em Portugal que foi, ao longo de décadas, membro da Comissão de Espectáculos da Festa do Avante! e responsável por uma programação de jazz que muito contribuiu para a afirmação e relevância cultural desta iniciativa dos comunistas portugueses.

Serão apresentadas composições de clássicos como Duke Ellington, Count Basie e Thad Jones, mas também de compositores actuais, como Maria Shneider, John Hollenbeck e António Pinho Vargas.

É, pois, um programa que conta um pouco da história do jazz, do ponto de vista das big bands e que reflecte o ecletismo e o espírito progressista que pautaram a vida de Manuel Jorge Veloso, militante empenhado do PCP ainda antes do 25 de Abril.

Outro momento de jazz inspirado pelo, também, músico, compositor, crítico, realizador e um dos fundadores do Quarteto do Hot Clube, falecido em novembro, será protagonizado por uma formação composta por seis elementos que foram a base do Septeto do Hot Clube e da Orquestra de Jazz do Hot Clube de Portugal e que formaram o Ensemble Manuel Jorge Veloso.

São eles: Bruno Santos, guitarra; João Moreira, trompete; Pedro Moreira, Saxofone tenor; Claus Nymark, trombone; Bernardo Moreira, contrabaixo; André Sousa Machado.

Os temas escolhidos incidem sobre clássicos do repertório jazzístico com marca e ligação a Manuel Jorge Veloso.

 

Amália, Amor e os Poetas:
Cidália Moreira, Ana Sofia Varela e Luís Caeiro

O encontro destas três essências fez a mais importante marca de Portugal no mundo. Fez o maior património que o fado e a música portuguesa têm.

Amália Rodrigues foi e será um vértice na humanidade artística. Mulher, fadista, cantora, poetisa e centro infindável de inspiração para todos, desde as gentes do quotidiano que a tinham como alimento dos dias até aos maiores artistas de todas as áreas, entre eles os melhores poetas e letristas, sendo ela também uma das principais poetisas portuguesas.

E o amor. Nunca o amor foi tão enlevado, nunca foi expressado de forma tão intensa e eterna. São os fados e poemas de amor que definem e definiram Amália Rodrigues sempre, a melhor voz do amor.

Este projecto reúne em palco o melhor de três gerações de fadistas e os grandes músicos do fado num espectáculo que é desenhado com os fados e canções de amor do repertório de Amália Rodrigues. Os grandes sucessos de amor de Amália Rodrigues por três fadistas referências da sua geração.

Vencedores do Concursos de Bandas da JCP
abrem palcos 25 de Abril e 1.º de Maio

O Concurso de Bandas anualmente promovido pela JCP, este ano sob o lema “Tocar é lutar!”, vai levar alguns dos vencedores desta edição a atuar nos Palcos 25 de Abril e 1.º de Maio. São eles: Zebra Libra, Model Mother Tongue, PTA Slowmo e Vénus Matina.

No Palco da Paz actuarão os restantes vencedores: Mad Kepler (Lisboa, Metal progressivo), One Drop Experiment (Coimbra, Reggae/Ska/Jazz/Funk), Cranky Geeks (Algarve, Rock Alternativo) e SemiCirco (Beja, Rock).

Já com 23 anos de existência, o Concurso de Bandas organizado pela Juventude Comunista Portuguesa é, no seu género, a maior iniciativa nacional e recebe inúmeras formações de jovens músicos de Norte a Sul do País, trazendo uma mistura de diferentes estilos e dando a conhecer novos valores da música em Portugal.

Os grupos que actuarão no 25 de Abril e no 1.º de Maio irão fazer as aberturas dos programas de sábado e domingo.

Zebra Libra

(Porto, Rock)

Os Zebra Libra são uma banda jovem de Rock, com influências modernas muita energia nos espectáculos ao vivo. Formados no Verão de 2018, lançaram menos de um ano depois o seu primeiro EP "iLLadvised", tendo depois apoiado esse lançamento com vários concertos pelo país. Para a Festa do “Avante!” apresentam novos temas e espalham uma mensagem jovial, energética e revolucionária.

Model Mother Tongue

(Leiria, Rock)

Os Model Mother Tongue tocam juntos há mais de sete anos. Afirmam que, ao longo desse tempo, desenvolveram não só a amizade entre os membros da banda como novas capacidades que lhes permitiram, recentemente, fundar este novo projecto, mais ambicioso e com outro alcance.

PTA Slowmo

(Setúbal, HipHop)

PTA é um artista proveniente do Pinhal Novo, distrito de Setúbal, que iniciou o seu percurso em 2019, em parceria com o produtor e técnico de som Switzzbeats. Até à data, o artista conta com cerca de 10 singles, nos quais abrange uma grande variedade de temas e sonoridades. O grupo Slowmo descreve vivências com que o seu público se identifica.

Vénus Matina

(Aveiro, Jazz/ Bossa Nova)

Vénus Matina é um projecto musical formado por Eva Paiva na voz, André Teodoro na guitarra, Vasco Lourenço no baixo/contrabaixo e Daniel Cardoso na bateria. Os temas originais que apresentam caracterizam-se por uma sonoridade que conjuga composições e arranjos, com claras influências do jazz fusão e bossa nova, e letras cantadas em português com conteúdos que variam entre temas interventivos e introspectivos.

 



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