CGTP-IN convoca jornada nacional para o 1.º de Maio
FIRMEZA Na presente situação, «continua a ser fundamental a luta intransigente pelos direitos e interesses dos trabalhadores», «o 1.º de Maio assume ainda maior importância» e «estaremos na rua».
«estaremos na rua, garantindo as necessárias medidas de protecção e distanciamento
A CGTP-IN salientou anteontem, dia 14, que «temos de ser firmes na exigência do respeito integral dos direitos fundamentais dos trabalhadores e de outras camadas da população», sob pena de ficarem em risco «a democracia e o futuro do País». Também por isso, a confederação associa-se ao apelo para, no dia 25 de Abril, às 15 horas, cantar a Grândola Vila Morena e o Hino Nacional das janelas e varandas.
A Secretária-geral, Isabel Camarinha, apresentou em conferência de imprensa uma declaração do Conselho Nacional da, com um apelo «à mobilização dos trabalhadores para uma grande jornada nacional de luta», que terá por lema «Defender a saúde e os direitos dos trabalhadores, Garantir emprego, salários, serviços públicos».
Esta jornada «terá um vasto conjunto de componentes de informação, denúncia e reivindicação, nos locais de trabalho e nas ruas, com muito ampla divulgação digital».
«Não sendo possível realizar as manifestações e concentrações que juntariam muitos milhares de trabalhadores em todo o País, iremos dar expressão à indignação, ao protesto e às reivindicações dos trabalhadores nas mais diversas formas» e «estaremos na rua, garantindo as necessárias medidas de protecção e distanciamento».
A Intersindical Nacional recusa «que os trabalhadores sejam mais uma vez sujeitos ao agravamento da exploração, ao ataque aos seus direitos, à destruição das suas vidas, com o aumento das injustiças e das desigualdades» e que sejam «os mesmos de sempre a acumularem e centralizarem a riqueza».
Num «momento extraordinário», exige-se «medidas efectivamente extraordinárias», «de defesa da saúde e dos direitos, que nos façam sair reforçados, rumo a uma sociedade mais justa, com um Estado a assumir as suas responsabilidades ao serviço do País, com trabalho com direitos e um perfil produtivo que dê resposta às necessidades dos trabalhadores e do povo», apela a central.
A jornada servirá também para «exigir resposta às reivindicações que a CGTP-IN apresentou e enviou já para o Governo, partidos políticos com assento parlamentar e outras instituições», com objectivos como «preservar todo o emprego e a totalidade das retribuições do trabalho», respeitar «todos os direitos» e assegurar «medidas de apoio às famílias que garantam a sua subsistência digna e que serão a melhor garantia para o País ultrapassar os problemas actuais e garantir um futuro de desenvolvimento e progresso social».