Breves
Sem perda nos têxteis

«As empresas têm obrigação de salvaguardar a saúde dos trabalhadores» e, àquelas que ainda estão a trabalhar, «exige-se que ponderem suspender a actividade e enviar os trabalhadores para casa sem perda de remuneração e direitos», defendeu o Sindicato do Sector Têxtil da Beira Baixa.
No dia 30, o sindicato da Fesete/CGTP-IN alertou que, decretado o estado de emergência, «os trabalhadores ficaram entregues à vontade das empresas», as quais «vão tomando medidas que, na maioria das vezes, não colocam a saúde em primeiro lugar, mas sim os lucros». Uma medida «simples de tomar, como a suspensão da picagem biométrica por impressão digital», mantém-se no Grupo Paulo de Oliveira e, na Penteadora, «até se ameaça os trabalhadores que o não façam».


Contra lay-off na OGMA

Recorrer ao «lay-off simplificado» na OGMA seria uma opção «altamente lesiva para os interesses dos trabalhadores» e também «para a própria empresa, o sector da Defesa Nacional e o tecido industrial do País», afirma o Steffas/CGTP-IN.
O sindicato revelou esta terça-feira, 31 de Março, que solicitou a intervenção urgente do ministro da Defesa, para que o Estado, enquanto accionista e em articulação com a administração da OGMA, garanta «a colocação de todos os trabalhadores não imprescindíveis em situação de licença remunerada a 100 por cento, assegurando a manutenção de todos os postos de trabalho».


Saúde e emprego na SPdH

«Medidas necessárias e urgentes» de saúde pública e para «manutenção dos postos de trabalho e da segurança económica das famílias dos trabalhadores» foram reclamadas do primeiro-ministro, no dia 24 de Março, pela CT da SPdH (Groundforce), numa carta em que defende que a empresa dispõe de margem financeira para «pagar a remuneração de todos os seus trabalhadores até ao fim do corrente ano, mesmo que venha a ter a sua actividade paralisada».


Alarme na restauração

As medidas do Governo «não resolvem o problema de mais de 200 mil trabalhadores das micro-empresas da restauração e alojamento local, que encerraram antes e depois de ser decretado o estado de emergência», protestou a Fesaht/CGTP-IN, no dia 27 de Março, notando que estes trabalhadores «vão ficar sem qualquer protecção social já no final deste mês». A federação, alertando que também não houve medidas do Governo para protecção do emprego, insiste em exigir «apoio directo aos trabalhadores para protecção mínima das suas condições de sobrevivência».


Vigilância electrónica

Continuam sem concretização na íntegra, as anunciadas medidas de protecção para o exercício das funções de vigilância electrónica (como a colocação, manutenção e retirada de pulseiras electrónicas em presos ou arguidos), protestou no dia 30 de Março a Federação da Função Pública. A FNSTFPS alertou para o risco de colapso neste sistema, que conta com 76 técnico-profissionais para vigiar 4700 pessoas, às quais poderão somar-se 1500 presos, como admitiram a ministra da Justiça o Director-Geral de Reinserção e Serviços Prisionais.


Urgência para os CTT

«Perante a inacção de quem tem obrigação de proteger quem trabalha» o SNTCT interpelou, a 30 de Março, o Ministério e a Direcção-Geral da Saúde e o Ministério das Infra-estruturas, questionando se «é preciso morrer primeiro algum trabalhador dos CTT para que depois se tome medidas». Com confirmação de trabalhadores infectados com COVID-19, nas instalações no Prior Velho (Loures) e em Gondomar, aqueles que com eles tiveram contacto recente receberam da linha «Saúde 24» indicações para continuarem a trabalhar, aguardando instruções dos delegados de Saúde (inexistentes), enquanto a empresa «exige que continuem no trabalho como se nada acontecesse».