EMEF na CP é só o princípio
O PCP considera que valeu a pena lutar pela reintegração da EMEF na CP, mas sublinha que «é justo e necessário continuar a intervir e a lutar para garantir o futuro do transporte ferroviário nacional, colocando-o ao serviço do povo e do País».
Em nota, divulgada dia 30, em que se assinala o regresso da EMEF à CP, que ocorre no próximo dia 1 de Janeiro, o Partido não deixa de realçar que esta «importante medida não pode entretanto esconder o muito que falta fazer para reverter o caminho de destruição da ferrovia nacional».
«A EMEF foi criada em 1993, já então com a oposição dos ferroviários e do PCP. Ao longo dos últimos 26 anos, o PCP foi a principal força política que se bateu contra este processo», pelo que a reintegração da EMEF e da CP «não pode ser desligada» da luta do PCP e dos trabalhadores, recorda-se ainda no texto, antes de se lamentar «o tempo que o PS levou a atender» estas «justas posições», bem como «o facto de o PS e o seu governo continuarem submetidos a interesses que se afastam da defesa deste sector».
«Do muito que continua por fazer e reverter», o PCP sublinha a importância de reconstruir a capacidade de trabalho da EMEF; melhorar as condições laborais e remuneratórias na CP e na EMEF; reintegrar na CP o transporte ferroviário de mercadorias e a exploração comercial da ligação suburbana sobre a Ponte 25 de Abril [ver página 10]; definir um quadro de apoios justo e auditável à CP; travar o processo de liberalização em curso; reverter a fusão da REFER com as Estradas de Portugal e reunificar a REFER e a CP, acabando com a subserviência aos ditames da Alemanha».