Dezembro de 1959 – Criação das Juntas de Acção Patriótica
As Juntas de Acção Patriótica (JAP) tiveram um papel destacado na primeira metade da década de 1960 na mobilização do povo português para as mais variadas lutas económicas e políticas. Organizações unitárias clandestinas, as JAP pretenderam levar às massas a prática da organização e a utilização dessa organização para o combate antifascista. As JAP organizaram diversas classes e camadas, em empresas, localidades e bairros, ou entre comerciantes, mulheres ou estudantes (existiu até uma JAP de donas de casa), com o objectivo de lutar pelos seus interesses específicos na luta geral contra o fascismo e pelo seu derrube.
Como instrumento de organização e mobilização, foram publicados inúmeros periódicos e folhetos, de que destaca a Tribuna Livre – órgão nacional das Juntas de Acção Patriótica, cujo n.º 1 foi publicado em Abril de 1961. A acção das JAP confluía na Frente Patriótica de Libertação Nacional. O papel destacado dos comunistas na formação e funcionamento destas organizações inseriu-se na linha do Partido de construção da unidade entre a classe operária e os trabalhadores e todas as camadas e organizações antifascistas.