As Juntas de Acção Patriótica (JAP) tiveram um papel destacado na primeira metade da década de 1960 na mobilização do povo português para as mais variadas lutas económicas e políticas. Organizações unitárias clandestinas, as JAP pretenderam levar às massas a prática da organização e a utilização dessa organização para o combate antifascista. As JAP organizaram diversas classes e camadas, em empresas, localidades e bairros, ou entre comerciantes, mulheres ou estudantes (existiu até uma JAP de donas de casa), com o objectivo de lutar pelos seus interesses específicos na luta geral contra o fascismo e pelo seu derrube.
Como instrumento de organização e mobilização, foram publicados inúmeros periódicos e folhetos, de que destaca a Tribuna Livre – órgão nacional das Juntas de Acção Patriótica, cujo n.º 1 foi publicado em Abril de 1961. A acção das JAP confluía na Frente Patriótica de Libertação Nacional. O papel destacado dos comunistas na formação e funcionamento destas organizações inseriu-se na linha do Partido de construção da unidade entre a classe operária e os trabalhadores e todas as camadas e organizações antifascistas.