Determinação e luta!
Há uma espiral de chantagem e agressão dos EUA
Só pode ser motivo da mais profunda preocupação e expressão de indignação a espiral de chantagem, desestabilização e agressão que tem vindo a ser promovida pela Administração norte-americana, dirigida por Donald Trump, com as cruéis consequências e os sérios perigos que acarreta.
Poder-se-á afirmar, com razão, que tal não constituirá uma novidade, dado o vasto legado de violência e crime do imperialismo norte-americano. No entanto, o papel dos EUA na actual situação internacional – pelo seu contexto e pelos objectivos, carácter sistemático, amplitude e efeitos da sua acção – assume de novo uma excepcional gravidade.
É particularmente chocante a desfaçatez e arrogância com que o denominado establishment norte-americano anuncia os seus inaceitáveis propósitos e agressivas acções. Tal como é chocante a sequente banalização que a comunicação social dominante faz das mais gritantes afrontas que o imperialismo norte-americano protagoniza contra os princípios da Carta das Nações Unidas e o Direito Internacional, a soberania e independência dos Estados, o direito dos povos à autodeterminação e a decidirem o seu destino, contra tratados e acordos que visam promover o desanuviamento das relações internacionais, a prevenção da escalada armamentista, a paz.
Guerra, ameaças de agressão militar, actos de autêntica pirataria, anúncios de bloqueio naval, imposição unilateral e com carácter extraterritorial de sanções, cercos e bloqueios económicos, saque e usurpação de activos, pressões e chantagens de todo o tipo, ingerência, acções de desestabilização e golpes de Estado, militarismo, coacção e cerco militar, brandir com a ameaça nuclear, terrorismo de Estado, posturas e expressos intuitos colonialistas, propaganda de guerra, operações de manipulação e uso da mais descarada mentira – são vulgarizados (ocultando-se os seus reais objectivos e as suas brutais consequências) em nome do objectivo de contrariar a tendência de declínio relativo dos EUA e da imposição do poder hegemónico do imperialismo, particularmente do imperialismo norte-americano.
Ao establishment norte-americano – que, apesar de crescentes contradições, conta com a subordinação, a cumplicidade e o conluio dos seus aliados – tudo parece possível na sua política de agressão contra todo e qualquer país que, afirmando e defendendo a sua soberania, independência e direito ao desenvolvimento, e que se posicione e aja no plano internacional no respeito da Carta das Nações Unidas, represente de alguma forma um factor de contenção à sua estratégia de domínio mundial. No entanto, como a realidade demonstra, o imperialismo não tem as mãos livres.
Na exigente situação de resistência e acumulação de forças que vivemos no plano mundial, a gravidade e complexidade da situação internacional coloca em evidência a importância de uma firme solidariedade com os trabalhadores e os povos que desenvolvem uma corajosa resistência e luta em defesa dos seus direitos, assim como do fortalecimento de uma ampla frente anti-imperialista em defesa da paz, da soberania e do progresso social. E, desta forma, evitar a catástrofe para onde o imperialismo arrasta a humanidade.