Gente com compromissos e valores ligada à vida

CONFIANÇA A CDU apresentou anteontem as suas listas às eleições legislativas de 6 de Outubro: «mais de três centenas de candidatos com um percurso de intervenção política, social, científica e cultural que são a melhor garantia de competência e reconhecida qualidade de intervenção», salientou Jerónimo de Sousa.

O Secretário-geral do PCP encerrou uma sessão pública na qual intervieram também os dirigentes do Partido Ecologista «Os Verdes» e da Associação Intervenção Democrática, José Luís Ferreira e Fernando Correia, e a independente Deolinda Machado, membro da Coordenadora da CDU, sindicalista e activista católica. Presentes no Parque Urbano do Seixal, com uma soberba vista sobre o estuário do Tejo, estiveram também muitos dos candidatos que compõem as listas da coligação (ver caixa) e que, durante a campanha e para lá dela, assumirão de corpo inteiro o seu projecto.

Foi precisamente dos candidatos e do projecto da CDU que falou Jerónimo de Sousa, realçando que os 322 candidatos apresentados encontram-se «ligados à vida e aos problemas», têm provas dadas em várias áreas e são «gente com compromissos e valores». O dirigente comunista valorizou ainda a renovação e rejuvenescimento das listas da coligação PCP-PEV, que «cruzam a experiência e a juventude, com uma larga maioria de candidatos com menos de 50 anos, não deixando de valorizar a participação activa de reformados e pensionistas».

Quanto à participação de mulheres, o Secretário-geral do Partido realçou o acréscimo face a 2015 e o facto de elas representarem mais de 48 por cento dos candidatos, sensivelmente metade. Para além disso, acrescentou, as listas da CDU «são encabeçadas por mulheres em nove círculos eleitorais, 41 por cento do total».

Ainda no que diz respeito à composição das listas, Jerónimo de Sousa realçou a presença de candidatos que são já hoje deputados, de eleitos autárquicos e de muitos outros, profundamente «ligados à vida social»: dirigentes e activistas sindicais, membros de Comissões de Trabalhadores, dos movimentos juvenil, dos reformados e pensionistas, das pessoas com deficiência, das mulheres, dos utentes dos serviços públicos, do movimento associativo popular e de «tantas outras diversas formas de associativismo ligadas a causas concretas», como são, entre outras, a luta contra o racismo e a xenofobia, a preservação do meio ambiente, a protecção dos animais, a promoção da cultura.

Clareza e firmeza

Para além da sua expressão quantitativa, com tudo o que ela revela da natureza do projecto da CDU e das forças que a integram, o Secretário-geral do PCP destacou ainda alguns dos compromissos que unem os mais de 300 candidatos apresentados. Desde logo, o seu apego aos direitos e interesses de classe dos trabalhadores e de outros sectores e camadas sociais e ao interesse público.

Jerónimo de Sousa garantiu ainda que os candidatos da CDU «dizem a todos, olhos nos olhos, que não querem e não têm nenhum benefício material pelo facto de serem deputados» e que «assumem o princípio de não serem beneficiados nem prejudicados pelo exercício de cargos públicos». Os deputados da CDU, acrescentou, «estão lá para servir os trabalhadores, o povo e o País e não para terem benefícios próprios». Esta é, aliás, «uma marca que nos distingue e que queremos continuar a honrar», concluiu.

Os candidatos e futuros deputados eleitos nestas listas, assegurou o dirigente comunista, «não faltarão em nenhum momento e não desperdiçarão nenhuma oportunidade de fazer avançar o País», da mesma forma que «não regatearão meios e esforços para travar as injustiças e, tal como sempre, estarão nas ruas, nas empresas e onde for necessário, ao lado dos trabalhadores e das populações em defesa dos seus interesses».

Jerónimo de Sousa transmitiu ainda a certeza de que os 322 candidatos apresentados dão garantias de que os deputados que passarão a integrar os grupos parlamentares do PCP e do PEV «prosseguirão o reconhecido trabalho dos deputados eleitos pela CDU na Assembleia da República».

As listas à lupa

Na sessão pública da passada terça-feira, 20, foi distribuído um folheto com todos os 322 candidatos (230 efectivos e 92 suplentes) das 22 listas da CDU, contendo dados biográficos e estatísticas relevantes.

Ao nível da composição etária, 10,87% dos candidatos têm menos de 30 anos, 22,05% entre 31 e 40 e de 41 a 50 anos são 31,37% – mais de 60 por cento dos candidatos têm, portanto, até 50 anos. Entre 51 e 60 anos são 19,88% e os restantes 15,84% têm mais de 60. No que respeita ao sexo, a paridade é real: 51,24% homens e 48,76% mulheres.

Relativamente à composição social, a distribuição é a seguinte: 11,49% de operários; 22,05% de empregados; 53,73% são quadros técnicos, intelectuais e profissionais liberais. Há ainda agricultores, pescadores, estudantes e empresários.

Quanto à participação social dos candidatos, verifica-se que 32,92% são activistas sindicais e membros de Comissões de Trabalhadores, 26,71% dirigentes do movimento associativo, 2,17% membros de movimentos de utentes e 28,57% eleitos em órgãos autárquicos. Há cerca de 10% de candidatos do PEV e outros tantos independentes.




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