Unidade é imprescindível para desenvolvimento de Cuba
26 DE JULHO O presidente de Cuba afirmou que a unidade é imprescindível para levar adiante o desenvolvimento sócio-económico do país e a sua defesa face às agressões constantes do imperialismo.
Cuba enfrenta o recrudescimento do bloqueio do imperialismo
Na intervenção no acto comemorativo do Dia da Rebeldia Nacional, o presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, insistiu na importância da unidade para enfrentar o recrudescimento da política de bloqueio do governo dos EUA contra Cuba.
As máximas autoridades cubanas encabeçaram a celebração do 26 de Julho, na Praça da Pátria da cidade de Bayamo, com a participação de vários milhares de habitantes da província oriental de Granma. Assistiu ao acto, além de Díaz-Canel, o primeiro secretário do Partido Comunista de Cuba, Raúl Castro, e outros dirigentes nacionais e locais.
A data evoca os assaltos aos quartéis Guillermón Moncada, em Santiago de Cuba, e Carlos Manuel Céspedes, em Bayamo, ocorridos há 66 anos, a 26 de Julho de 1953. Os ataques, liderados por Fidel Castro, foram «o pequeno motor que fez andar o grande motor da Revolução Cubana», vitoriosa seis anos depois, como disse um dia Raúl Castro, um dos sobreviventes daquela gesta libertadora.
Díaz-Canel reafirmou que Havana não cederá às pressões de Washington no intuito de a chantagear pela sua defesa de princípios e denunciou o regresso da doutrina Monroe e as agressões contra o governo constitucional da Venezuela.
«Cuba tem abertas permanentemente as portas ao povo estado-unidense e sabe diferenciar entre os seus valores e os da administração», que pretende asfixiar a nação caribenha com «o cada vez mais férreo cerco económico, financeiro e comercial», sublinhou o presidente. E repetiu que a ilha pretende manter uma relação civilizada com o seu vizinho do Norte, mas sob o princípio do respeito mútuo. «Qualquer proposta que se afaste disso, não nos interessa. Senhores imperialistas, não nos entendemos!», deixou claro.
Prejuízos elevadíssimos causados pelo bloqueio
O bloqueio imperialista causou perdas a Cuba de quatro mil 343 milhões de dólares só entre Março de 2018 e Abril deste ano. Isso sem somar os prejuízos das últimas medidas impostas por Washington que proíbem aos cidadãos estado-unidenses viajar para Cuba em cruzeiros ou em aviões privados. Em quase 60 anos, o bloqueio custou a Cuba 922 mil, 630 milhões de dólares.
Díaz-Canel evocou Fidel Castro (1926-2016) e a geração que empunhou as armas, derrotou a ditadura de Fulgêncio Batista e conduziu ao triunfo a Revolução Cubana, a 1 de Janeiro de 1959. Mencionou a valentia e o patriotismo do Oriente cubano, onde começou a luta pela independência contra a Espanha – foi ali que Carlos Manuel de Céspedes lançou o grito de independência, em 1868 –, e, mais tarde, nos anos 50 do século XX, arrancou nas montanhas da Sierra Maestra a guerra encabeçada por Fidel Castro e o Exército Rebelde.
Lembrou, a propósito, que antes da Revolução a maioria dos camponeses cubanos vivia em condições de miséria, o que justificou a reforma agrária, uma das primeiras transformações levadas a cabo pelos revolucionários. «A Lei da Reforma Agrária foi um acto de justiça social», acentuou, para logo a seguir denunciar a Lei Helms-Burton, através da qual o governo dos Estados Unidos pretende, hoje, devolver as terras e as propriedades roubadas ao povo cubano.
O presidente anunciou que, nas próximas semanas, o governo de Havana adoptará «novas medidas sugeridas pelo povo», que se somarão ao recente aumento salarial do sector estatal beneficiando mais de dois milhões e 700 mil trabalhadores e pensionistas.