Governo da Venezuela prossegue diálogo político

BARBADOS Nesta semana, o governo e a oposição da Venezuela levam a cabo na ilha de Barbados um novo ciclo do diálogo político com mediação da Noruega.

As partes vão prosseguir as conversações na ilha de Barbados

O ministro venezuelano da Comunicação e Informação, Jorge Rodríguez, confirmou uma nova ronda de conversações, desta vez na ilha de Barbados, nas Caraíbas, destacando a vontade do governo bolivariano de resolver as diferenças por vias democráticas e constitucionais.

«A História reconhecerá a tenaz vontade para o diálogo que demonstraram o governo bolivariano, o nosso eterno comandante Hugo Chávez e o presidente Nicolás Maduro. Fazemos votos para que os esforços na consolidação da paz e do entendimento nacional produzam frutos», escreveu o governante.

O Ministério dos Negócios Estrangeiros norueguês informou que «os representantes dos principais actores políticos da Venezuela decidiram continuar o processo de negociação facilitado pela Noruega». Uma nota precisa que as partes reúnem-se em Barbados para avançar na procura de uma solução acordada e constitucional e especificou que as negociações vão desenrolar-se «de maneira contínua e expedita». Houve antes encontros em Oslo.

Durante as celebrações dos 208 anos da independência da Venezuela, a 5 de Julho, Nicolás Maduro ratificou a vontade do governo bolivariano de avançar num processo de concertação nacional entre todos os sectores sociais, políticos, económicos e culturais da Venezuela.

Relatório «parcial»

O governo venezuelano considerou tendencioso o relatório apresentado pela alta comissária para os Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, Michelle Bachelet, que acusa Caracas de violações de direitos fundamentais. Resulta «incompreensível» o conteúdo do relatório da ONU, «dominado por uma visão selectiva e parcializada, carente de rigor científico, com graves erros metodológicos», afirmou a propósito o vice-ministro para Comunicação Internacional, William Castillo.

Referindo-se a Bachelet, o governante disse que «a Venezuela está segura de que sabe que o documento não reflecte a realidade que viu». Exigiu a correcção do conteúdo do relatório e instou «a uma actuação ponderada e respeitosa do seu gabinete». Castillo denunciou que o relatório ignora praticamente na sua totalidade a informação apresentada pelo Estado venezuelano e somente leva em conta porta-vozes da chamada oposição. «O informe contém 558 entrevistas; 460 delas foram realizadas fora da Venezuela, o que significa 82% das opiniões contidas dele».

O vice-ministro também sublinhou que o texto não menciona os avanços da Venezuela em matéria de direitos humanos e ignora os graves impactos que o bloqueio económico «ilegal, criminoso e imoral» do governo dos Estados Unidos exerce sobre o povo venezuelano.

«A Venezuela é alvo de uma agressão multiforme dos EUA – golpes de Estado, tentativas de magnicídio, sabotagens à indústria petrolífera e a serviços públicos, assim como o bloqueio económico», lembrou Castillo.

O governante ressaltou que não existe uma crise humanitária na Venezuela e que o país padece de problemas económicos associados à queda dos preços do petróleo e do bloqueio económico dos EUA.




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