EUA e NATO agravam militarização junto às fronteiras da Rússia

A Polónia vai acolher mais um milhar de militares dos Estados Unidos, a juntar aos 4500 efectivos norte-americanos já estacionados no país do Leste europeu no quadro de um acordo com a NATO. Os dois países concordaram também no estacionamento, em território polaco, de uma esquadrilha da força aérea dos EUA de drones MQ-9 de reconhecimento e vigilância.

O acordo foi estabelecido entre os presidentes Donald Trump, dos EUA, e Andrzei Duda, da Polónia, durante uma deslocação deste a Washington, a segunda em menos de um ano. No quadro do acordo, a Polónia preparará as infra-estruturas necessárias para a instalação dos militares e equipamentos dos EUA. Em Setembro de 2018, Trump admitira que os EUA poderiam instalar uma base militar na Polónia, hipótese que voltou a ser levantada na semana passada. Muito embora assuma não haver ainda nenhuma decisão tomada a este respeito, Trump garante que o equipamento será de «classe mundial».

Estas decisões e intenções foram anunciadas ao mesmo tempo que, junto às fronteiras europeias da Rússia decorriam exercícios militares conjuntos entre forças norte-americanas e de diversos países europeus, os maiores dos últimos anos. Segundo o Wall Street Journal (14.6.19), milhares de militares da NATO estavam nesse momento em treinos em território polaco.

Entretanto, a chanceler Angela Merkel anunciou que o orçamento das forças armadas da Alemanha crescerá em 2020, à semelhança do que aconteceu nos últimos dois anos. A governante germânica defendeu que, durante muito tempo, as forças armadas alemãs não tinham recebido «recursos suficientes» e revelou que os milhares de milhões adicionais, no próximo ano, servirão para a aquisição de «mais material moderno», para que as novas missões possam ser cumpridas.

A Alemanha gastará em 2020 mais dois mil e 250 milhões de dólares do que este ano e está previsto que, até 2024, eleve o orçamento militar para dois por cento do Produto Interno Bruto, como aliás está colocado aos membros europeus da NATO. Em 2020, a despesa militar representará 1,37% do PIB.




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