Avançar é preciso, pelo povo e o País

Carlos Gonçalves (Membro da Comissão Política)

O PCP e a CDU são a força que luta por novos avanços, na defesa dos trabalhadores, do povo e do País, na afirmação de direitos, desenvolvimento, soberania, na transformação social e na construção de um Portugal com futuro.

É tempo de informar, esclarecer, mobilizar e afirmar a CDU

Estamos aqui e agora no coração da luta para construir, com determinação, inteligência e confiança, até domingo, até Outubro, e até sempre, um desfecho eleitoral e político que abra de facto o rumo alternativo, patriótico e de esquerda, que rompa com a desgraça de décadas de política de direita, de exploração e submissão.

Esta é uma luta difícil. Estamos no auge da batalha eleitoral para o Parlamento Europeu (PE), um tempo decisivo para construir o resultado e que por isso nos exige que enfrentemos toda a parafernália de manipulação ideológica, política e mediática, de mistificação, asfixia, vexação e prepotência das classes dominantes.

Mentiras e encomendas

Vêm de longe o anticomunismo e a calúnia da luta dos trabalhadores e do povo. Hoje, com o comando imperialista e o domínio «oligopolista» das redes de informação e dos grandes media, a intoxicação ideológica e a manipulação de massas atingem um nível nunca visto. A «lavagem ao cérebro», o preconceito e a mistificação funcionam como atestado de impunidade. Qualquer Melo do CDS, Rangel do PSD e outros, confrontados com as suas posições antinacionais ou antipopulares no PE, logo fulminam a «diabólica» Venezuela e protestam contra o «assédio» comunista; qualquer ex-ministro PS, perante os factos da cedência a interesses especulativos, logo invoca uma perseguição vermelha. E fica assim: anticomunistas, ofendidos, cândidos e impunes.

Na preparação destas eleições, a «novidade» mistificatória foi a campanha de difamação da TVI (e não só) contra o PCP, de que a lama em que chafurdam tantos barões e sicários do grande capital teria alastrado e que «agora são todos iguais». A mentira não foi longe, mas importa esclarecer, porque a deriva protofascista visa desacreditar o PCP, a CDU e o regime democrático.

Cresce a falta de vergonha do PSD e CDS, de novo com o Portas e o Passos, competindo no «nunca tive culpa de nada», nem cortes, nem pacto de agressão, nem concentração da riqueza. E o PS corre em pista paralela, Costa diz que o euro serve a Alemanha e que a troika prejudicou Portugal, não têm culpa nenhuma, nem assinaram as imposições da UE, nada, bola. Ah! e agora é que vai ser, vão intervir para «reforçar a coesão e promover a convergência».

É o tempo da promoção mediática da extrema-direita, das ameaças a trabalhadores e da repressão da liberdade da juventude, para suscitar o medo e a desistência de quem luta. O tempo das promessas para não cumprir e das «cenas eleitorais», com PS, PSD e CDS em convergência profunda e desacordo «faz de conta».

E é o tempo das «sondagens», ou melhor, do seu tratamento mediático por encomenda dos interesses, primeiro de bipolarização artificial, inflando PS e PSD, e agora, que essa mentira já não pega, para fazer constar que sobem todos e só a CDU desce, ocultando a realidade da abstenção e a experiência de que a CDU foi sempre menorizada nas projecções respectivas. As sondagens não votam.

Vamos à luta

Este é o tempo imperioso e impreterível de lutar, até domingo, até ao voto. O tempo de informar, esclarecer, mobilizar e afirmar a CDU. O tempo de estar do lado dos trabalhadores, do povo e do País e de eleger para o Parlamento Europeu deputados da CDU, que defendam os seus interesses, direitos e aspirações, e não deputados, como os do PS, PSD e CDS, que defendam as imposições da União Europeia a Portugal. Em 26 de Maio vamos votar CDU. Avançar é preciso!




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