Dias de lutar nas transportadoras

Na Paço Rápido, empresa de transporte de mercadorias com sede em Lisboa, começou na segunda-feira, dia 6, uma série de greves, no período das 17 às 24 horas, que se prolonga até ao final de Maio.
A Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações, ao dar a notícia, nessa noite, revelou que ao início da greve, os trabalhadores concentrados à porta da sede eram já «mais de metade» do pessoal, prevendo-se que outros ainda se juntassem, manifestando «descontentamento com a falta de resposta da administração».
Os trabalhadores, como explicou a Fectrans/CGTP-IN, reivindicam o cumprimento do contrato colectivo (CCTV) e o pagamento das refeições que correspondem à duração do tempo que trabalham.

Para dia 23, anunciou a federação, está marcada a próxima reunião quinzenal com a associação patronal das transportadoras de mercadorias (Antram), a fim de discutir as propostas de revisão do CCTV do sector e que, como este estipula, deverão entrar em vigor em Outubro próximo.
Quanto à reunião convocada pelo Ministério das Infra-estruturas e Habitação para anteontem, ao fim da tarde, a Fectrans adiantou que, «enquanto subscritora do único contrato colectivo no sector», iria «mais uma vez, exigir do Governo a intervenção das entidades inspectivas de modo a que o CCTV seja cumprido». Além de dar a sua opinião sobre o sector, pretendia salientar «a necessidade de valorizar as profissões, esmagadas durante muito tempo, porque os motoristas e outros trabalhadores do sector não podem ser a peça mais barata desta actividade».

A 19 e 20 de Maio, os trabalhadores da Transportes Sul do Tejo (TST) deverão voltar à greve por melhores salários e melhores condições de vida e trabalho.

Na Transportes Berrelhas, que assegura o serviço na mobilidade urbana de Viseu, está convocada greve de 24 horas para 21 de Maio. Além de melhores salários e «um subsídio de refeição compatível com o custo de vida», os trabalhadores reclamam «um horário de trabalho que não ponha em causa a segurança no serviço prestado».

Nas empresas de transporte de passageiros da região Norte, a greve iniciada no domingo, abrangendo o intervalo entre as 19 e as 10 horas, deveria ser suspensa ontem. Um dirigente do STRUN deu conta de que a luta começou com uma adesão de 80 por cento. A suspensão deveu-se a fortes pressões das empresas (grupos Arriva e Transdev) para que fossem cumpridos os alugueres de autocarros para os dias da peregrinação a Fátima. José Manuel Silva referiu ainda que o sindicato da Fectrans/CGTP-IN aguarda uma resposta da associação patronal (Antrop) à proposta apresentada pelo STRUP (sindicato da mesma federação, com âmbito nacional), preconizando um salário-base de 700 euros a partir de Janeiro de 2020.

 



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