Geórgia disposta a aceitar bases militares dos EUA
O primeiro-ministro georgiano, Mamuka Bajtadze, anunciou que o seu país poderia aceitar a instalação de bases militares dos Estados Unidos, embora a ideia conte com a rejeição de forças da oposição.
«As nossas relações com a União Europeia e com a NATO nunca foram tão boas e vamos adoptar decisões relacionadas com os interesses nacionais da Geórgia», declarou o governante a propósito da instalação de bases.
Ao contrário, o partido oposicionista georgiano Aliança de Patriotas entende que a liderança do país deve renunciar à possibilidade de aceitar a presença de qualquer tipo de bloco militar. «Nem a economia, nem as condições sociais ou a educação poderiam desenvolver-se se neste país não houver paz e estabilidade», realçou Irma Inashvili, dirigente dessa formação. «Nós devemos ter em conta que, para a Geórgia, o modelo ideal é o da neutralidade», como os casos da Finlândia ou Suíça, afirmou a dirigente política georgiana, opinando que no país «não faz falta qualquer base militar».
Por seu turno, a Rússia considera que a verdadeira tensão no Mar Negro é causada pela NATO, cujas acções na região aumentaram através de manobras conjuntas com a Geórgia e a Ucrânia. Moscovo denunciou que, em 2018, a presença de navios da NATO no Mar Negro aumentou de 80 para 120 dias.