Novos distribuidores são trabalhadores
«Todos contratados ilegalmente a recibo verde», os distribuidores de refeições ao domicílio que asseguram o serviço da Uber Eats, da Glovo e de outras empresas assentes em plataformas electrónicas «têm de ser considerados trabalhadores por conta de outrem», defende o Sindicato da Hotelaria do Norte.
Num comunicado da sua direcção, divulgado dia 8, o sindicato da Fesaht/CGTP-IN anunciou que tenciona «pedir uma audiência ao Inspector-Geral do Trabalho, para analisar melhor a situação destes trabalhadores, já que a denúncia feita à ACT há cerca de um ano não deu qualquer resultado, nem mereceu sequer resposta».
Vai ainda «solicitar reuniões às multinacionais Uber Eats e Glovo, bem como às empresas intermediárias e parceiras destas multinacionais, para exigir, para além de contratos de trabalho, condições salariais mínimas» para os distribuidores. O sindicato vai reivindicar «a garantia de um salário mínimo de 700 euros, ajudas de custo para a gasolina de 0,80 euros por entrega, um subsídio de assiduidade de 0,60 euros também por entrega, um subsídio de alimentação no valor de 9 euros diários, bem como a aplicação da contratação colectiva e direitos associados».
«Queremos apenas nivelar estas condições de trabalho com as que estão no mercado para as demais empresas distribuidoras de refeições ao domicílio», como a Pizza Hut e a Telepizza, explicou o coordenador do sindicato, no dia 7, em declarações à agência Lusa, sobre a reunião com distribuidores das plataformas, realizada nesse dia.