Pela integração nas empresas dos trabalhadores dos call centers
VÍNCULO O PCP defende que os trabalhadores dos call centers, como o da PT, Altice, EDP ou Fidelidade, sejam integrados nessas empresas, independentemente da criação e regulamentação da profissão.
Há décadas que neste sector se pratica os baixos salários e a precariedade
«Não é possível querer a regulamentação e valorização desta profissão sem combater a precariedade, sem assumir como prioritário o combate à triangulação das relações laborais, o combate à subcontratação de trabalhadores que respondem a necessidades permanentes», sustentou a deputada comunista Rita Rato, dia 21, no Parlamento,
Estava-se num debate de actualidade suscitado pelo PS sobre as condições físicas e psicológicas destes trabalhadores dos call centers, que foi acompanhado de uma recomendação ao Governo para que realize um estudo sobre as condições de trabalho nestes centros de contacto de empresas com clientes.
Estudar, no fim de contas, aquilo que em bom rigor é bem conhecido. O que levou Rita Rato a não acompanhar tal ideia, assinalando que o PCP, pela sua parte, conhece bem a realidade de um sector que há décadas se caracteriza pelos baixos salários e pela precariedade, pelo recurso abusivo à subcontratação através do regime de outsourcing e do trabalho temporário para servir necessidades permanentes dos grupos nacionais e multinacionais.
Presente envenenado
A ideia de que não existe contratação colectiva foi também rejeitada, com Rita Rato a asseverar que ela existe – na EDP, na PT/Altice, na Fidelidade -, o que «não existe é vontade do patronato de a aplicar a estes trabalhadores».
Remeter o problema para a contratação colectiva e «deixar na mão do patronato que não a quer este direito dos trabalhadores» é, por isso, um «presente envenenado», considerou.
Rita Rato pôs ainda a nu o discurso hipócrita de PSD e CDS sobre esta matéria, lembrando que ambos sempre rejeitaram as propostas específicas do PCP de combate à precariedade, de criação e regulamentação da profissão.
E acusou-os de serem cúmplices do propósito do Governo de legalizar a precariedade através da proposta de lei que a pretende legitimar através da aplicação às empresas.