Insuficiências na Maia
Na última Assembleia Municipal da Maia, a CDU votou contra as propostas apresentadas pela Câmara (grandes opções do plano e orçamento), denunciando a insuficiência de financiamento definido para projectos importantes, o adiamento de obras decisivas, o desequilibro inaceitável entre as verbas transferidas para as entidades privadas e as juntas de freguesia e a falta de apoio às actividades culturais das colectividades.
Na sessão, Alfredo Maia, eleito da CDU, criticou, uma vez mais, a violação do Estatuto da Oposição, que obriga as câmaras a consultar as forças não representadas no órgão executivo.
Considerando positivo um superavit superior a 6,6 milhões de euros no orçamento do próximo ano, Alfredo Maia salientou que «não se pode desprezar o investimento necessário», por exemplo, na área social, «nomeadamente em estabelecimentos de apoio à infância e à terceira idade». «Verifica-se que o município, directamente ou por intermédio das juntas de freguesia, se demite da iniciativa, transferindo importantes verbas para entidades particulares», criticou.
Entre outras matérias, a CDU considerou «muito importante» a manutenção da verba de 1,9 milhões de euros (não definidos) para o prolongamento da linha C do Metro do Porto, entre o ISMAI (Instituto Universitário da Maia) e a Trofa, e reclamou a construção da linha entre o Hospital de S. João e o centro da Maia.