Partido cresce e reforça-se no Complexo Industrial de Sines
REFORÇO A organização do Partido no Complexo Industrial de Sines tem vindo a crescer, com novos militantes, células reforçadas e uma maior intervenção na luta dos trabalhadores.
Os recrutamentos concretizados vão alavancar novos saltos
O Complexo Industrial de Sines, que inclui o Centro Petroquímico, o Porto de Sines e a Central Termoeléctrica, é o maior local de trabalho do Alentejo, com relevância estratégica a nível nacional. O número dos que trabalham na imensidão de empresas que o compõem varia entre os oito e os dez mil, muitos dos quais com vínculos precários e laboração eventual.
Há muito que o Partido está presente no Complexo, tanto no interior como junto aos portões das várias empresas. Pedro Martins, do Comité Central, realça que não passa um mês sem que militantes do Partido contactem com estes trabalhadores, ora para lhes fazer chegar boletins e comunicados específicos sobre os seus problemas e lutas, ora distribuindo folhetos de campanhas nacionais do Partido, ora, ainda, em acções de venda especial do Avante!.
Mas é no interior das empresas que o Partido mais cresce, acrescenta o jovem dirigente do PCP, sublinhando que os últimos meses foram de avanços organizativos. Graças a eles, realçou, foi reactivado o organismo intermédio do Complexo, que se revelou indispensável para alavancar o reforço do Partido em algumas das empresas. Este organismo editou vários números do seu boletim, O Complexo, ao longo deste ano.
Reforçar e consolidar
Na Petrogal, os três recrutamentos realizados desde o inicio do ano permitiram «reforçar e consolidar o trabalho da célula», que hoje reúne periodicamente, tem tarefas distribuídas pelos seus membros e edita, «com muita regularidade», o seu boletim, o qual, acrescenta Pedro Martins, contribui decisivamente para a afirmação do Partido na refinaria. Isto além de ter permitido a difusão de mais três jornais Avante!.
Para além da campanha dos 5000 contactos com trabalhadores, que se está a revelar determinante para o reforço da célula da Petrogal, também o ambiente de luta que há muito ali se vive contribuiu para os avanços registados: pelo menos desde 2014 que os trabalhadores da Petrogal exigem o fim da imposição da caducidade do seu Acordo de Empresa, tendo por essa reivindicação central desenvolvido muitas acções de luta, com forte impacto em Sines.
Na Petrogal, garante, é hoje evidente para a generalidade dos trabalhadores a importância do PCP e da sua célula na dinamização da luta pelos seus direitos e no reforço das suas organizações unitárias de classe.
Muito por onde crescer
Na APS – Administração dos Portos de Sines e do Algarve, SA, o Partido conta também com uma célula que, entre outras tarefas, distribui o Avante! pelos militantes. Aqui,os comunistas e a sua célula desempenharam um papel activo nas duas greves realizadas este ano.
Na Repsol, o novo militante recrutado recentemente será, confia Pedro Martins, o «ponto de partida para a criação de uma célula no complexo petroquímico». Com esta «ponta», o Partido ficará a conhecer mais ao pormenor a situação que se vive naquele local de trabalho, o que lhe permitirá editar um boletim específico e «trabalhar a partir daí».
Também na PSA – Terminal XXI foram feitos dois recrutamentos: um no final de 2017 e outro já este ano. Nesta que é uma empresa prioritária no quadro do complexo, com perto de 1000 trabalhadores, «está-se a reunir com os dois camaradas e a planificar o trabalho do Partido», afirma Pedro Martins. «Estou convencido de que em breve teremos aí uma célula».
Por outro lado, na REN, empresa estratégica a nível nacional, a partir de um novo militante, adianta também o membro do Comité Central, procura-se desde já desenvolver a intervenção unitária e partidária, visando alargar a organização e constituir, também aí, uma célula do Partido.
Na Euroresinas e na Indorama o objectivo é semelhante.