Esforços e vontades unidos num enorme Encontro pela Paz

ALAR­GA­MENTO O En­contro pela Paz, re­a­li­zado no sá­bado, 20, no Pa­vi­lhão Paz e Ami­zade, em Loures, com a par­ti­ci­pação de mais de 700 pes­soas, cons­tituiu um mo­mento ímpar de uni­dade e con­ver­gência em prol da paz, do de­sar­ma­mento, da so­li­da­ri­e­dade e co­o­pe­ração com todos os povos do mundo, prin­cí­pios plas­mados na Carta das Na­ções Unidas e na Cons­ti­tuição da Re­pú­blica Por­tu­guesa.

Jun­taram-se à re­a­li­zação do En­contro pela Paz mais de 50 or­ga­ni­za­ções e en­ti­dades

O En­contro pela Paz que du­rante todo o dia de sá­bado en­cheu por com­pleto o Pa­vi­lhão Paz e Ami­zade terá ex­ce­dido até as mais op­ti­mistas ex­pec­ta­tivas dos seus or­ga­ni­za­dores. A par­ti­ci­pação de mais de 700 pes­soas vindas de todo o País, o ele­vado nú­mero de or­ga­ni­za­ções e en­ti­dades en­vol­vidas na sua pre­pa­ração e re­a­li­zação, a exem­plar or­ga­ni­zação dos ser­viços da Câ­mara Mu­ni­cipal de Loures, a qua­li­dade e di­ver­si­dade das de­zenas de in­ter­ven­ções pro­fe­ridas e os com­pro­missos as­su­midos vi­sando a acção fu­tura fi­zeram dele um acon­te­ci­mento de grande im­por­tância cujos efeitos se farão sentir, se­gu­ra­mente, nos pró­ximos meses e até anos.

Há muito que não se re­a­li­zava uma ini­ci­a­tiva desta am­pli­tude cen­trada nas ques­tões da paz e da se­gu­rança in­ter­na­ci­o­nais, do de­sen­vol­vi­mento e pro­gresso so­cial, em Por­tugal e no mundo, do di­reito dos povos à au­to­de­ter­mi­nação, so­be­rania e in­de­pen­dência e da po­lí­tica ex­terna na­ci­onal, tanto a que existe como a que se impõe – esta, no fun­da­mental, en­contra-se con­sa­grada na Lei fun­da­mental do País.

Como é fácil de com­pre­ender, pela va­ri­e­dade e di­ver­si­dade das en­ti­dades pro­mo­toras (ver caixa) e dos pró­prios par­ti­ci­pantes, o En­contro ficou mar­cado pela par­tilha de pers­pec­tivas e abor­da­gens di­versas às ques­tões em de­bate. Para além dos re­pre­sen­tantes das di­versas or­ga­ni­za­ções en­vol­vidas na re­a­li­zação do En­contro, pas­saram pela tri­buna tra­ba­lha­dores, pro­fes­sores, in­ves­ti­ga­dores, jor­na­listas, es­tu­dantes, pa­dres, ju­ristas, mi­li­tares, sin­di­ca­listas e au­tarcas; ho­mens, mu­lheres e jo­vens.

A uni­dade al­can­çada ficou ex­pressa no Apelo à De­fesa da Paz, apre­sen­tado no final do En­contro pela pre­si­dente da Ju­ven­tude Ope­rária Ca­tó­lica, So­lange Pe­reira (que pu­bli­camos na ín­tegra nestas pá­ginas). Este Apelo, ao mesmo tempo que es­ta­be­lece com­pro­missos de acção, au­tó­noma ou con­ver­gente, fixa prin­cí­pios em torno dos quais a mesma se de­sen­vol­verá, como a de­fesa da paz, a li­ber­dade, a so­be­rania, a de­mo­cracia, o pro­gresso so­cial, a so­li­da­ri­e­dade, o es­ta­be­le­ci­mento de re­la­ções justas entre es­tados e a re­jeição do mi­li­ta­rismo, da cor­rida aos ar­ma­mentos e da guerra.

Acção, de­bate e cul­tura

O local do En­contro não podia ter sido mais bem es­co­lhido. Amplo, bem de­co­rado e com todas as con­di­ções para um dia de tra­balho fru­tí­fero, o Pa­vi­lhão Paz e Ami­zade, em Loures, foi inau­gu­rado há 30 anos como «sím­bolo e marco da luta pela paz», des­tacou o pre­si­dente da Câ­mara Mu­ni­cipal, Ber­nar­dino So­ares, na sau­dação com que abriu os tra­ba­lhos. O au­tarca des­tacou ainda a ac­tu­a­li­dade e ur­gência da luta pela paz face às «ame­aças cres­centes e com­plexas» que marcam a ac­tu­a­li­dade e su­bli­nhou a ri­queza que cons­titui para o mu­ni­cípio as 120 na­ci­o­na­li­dades exis­tentes no con­celho de Loures.

Ilda Fi­guei­redo, por seu lado, con­fessou-se emo­ci­o­nada por tão ampla par­ti­ci­pação, num mo­mento em que o pa­vi­lhão já se en­con­trava cheio, muito em­bora fal­tassem chegar ainda cen­tenas de pes­soas, obri­gando pouco de­pois à aber­tura das ban­cadas. A di­ri­gente do CPPC re­a­firmou ainda o valor dos temas em de­bate e a ac­tu­a­li­dade do ar­tigo 7.º da Cons­ti­tuição da Re­pú­blica, ape­lando à sua de­fesa e di­vul­gação.

Antes das sau­da­ções ini­ciais, como antes do en­cer­ra­mento, foram cha­mados ao palco os re­pre­sen­tantes das 12 or­ga­ni­za­ções que es­ti­veram en­vol­vidos, desde o prin­cípio, na or­ga­ni­zação do En­contro da Paz. A in­ter­venção final foi do ve­re­ador da Edu­cação do mu­ni­cípio de Loures, Gon­çalo Ca­roço, e pelo palco pas­saram ainda, em dois mo­mentos, o Cante Alen­te­jano pelo coro da Liga dos Amigos da Mina de São Do­mingos e as so­no­ri­dades de Cabo Verde pelas Ba­tu­ca­deiras da Quinta da Prin­cesa, vindas do Seixal.

No local do En­contro es­tavam pa­tentes duas ex­po­si­ções – uma ge­né­rica sobre a paz e a guerra e outra, do CPPC, sobre a luta pela eli­mi­nação das armas nu­cle­ares. As 12 or­ga­ni­za­ções pro­mo­toras ti­nham bancas no local, onde se podia ad­quirir ma­te­riais e pu­bli­ca­ções.

De­bate rico e fru­tuoso

O En­contro, que teve como lema «Pela Paz, todos não somos de­mais!», constou de três sec­ções, uma da parte da manhã, «Paz e De­sar­ma­mento», e duas à tarde, «Edu­cação e Cul­tura para a Paz» e «So­li­da­ri­e­dade e Co­o­pe­ração». A abrir o de­bate em cada uma delas es­ti­veram mem­bros das 12 or­ga­ni­za­ções pro­mo­toras.

Na pri­meira sessão, aberta por De­o­linda Ma­chado (CPPC), Re­gina Mar­ques (MDM), Jo­a­quim Santos (pre­si­dente da CM do Seixal, em nome da As­so­ci­ação dos Mu­ni­cí­pios pela Paz) e Tar­císio Ale­xandre (Pas­toral Ope­rária), es­ti­veram em des­taque as­suntos como as ac­tuais ame­aças à paz, a cor­rida aos ar­ma­mentos, as cres­centes des­pesas mi­li­tares, as novas armas ro­bó­ticas, as de­rivas se­cu­ri­tá­rias em curso nos EUA e na União Eu­ro­peia (UE), a mi­li­ta­ri­zação da UE, os atro­pelos ao di­reito in­ter­na­ci­onal ou as guerras ac­tu­al­mente em curso. Em des­taque es­ti­veram também di­versas ac­ti­vi­dades, como o Mo­vi­mento dos Mu­ni­cí­pios pela Paz, a cam­panha De­sarma a Bomba ou a pe­tição do CPPC pela adesão de Por­tugal ao Tra­tado de Proi­bição de Armas Nu­cle­ares, que re­co­lheu mais de 13 mil as­si­na­turas.

Au­gusto Flor (CPCCRD), Gon­çalo Ca­roço (CM de Loures), Hen­rique Borges (Fen­prof) e So­lange Pe­reira (JOC) abriram o de­bate da se­gunda sessão, na qual se re­alçou o papel das as­so­ci­a­ções, es­colas, au­tar­quias e grupos cul­tu­rais na di­fusão dos va­lores da paz e da so­li­da­ri­e­dade. Foi, assim, a partir de ex­pe­ri­ên­cias con­cretas que os par­ti­ci­pantes no En­contro to­maram co­nhe­ci­mento com muito do que se faz no País em prol destes va­lores, que urge am­pliar e re­plicar. Re­feriu-se, ainda, a adesão da ge­ne­ra­li­dade dos meios de co­mu­ni­cação so­cial à nar­ra­tiva das grandes po­tên­cias, su­bli­nhando-se que, in­fe­liz­mente, «a paz não vende jor­nais».

No de­bate da úl­tima sessão, lan­çado por He­lena Cor­deiro (LOC – MTC), Au­gusto Praça (CGTP-IN), Carlos Al­meida (MPPM) e Mário Araújo (URAP), es­ti­veram em re­alce a re­sis­tência e te­na­ci­dade dos povos da Pa­les­tina, Síria, Saara Oci­dental, Cuba, Ve­ne­zuela, Ni­ca­rágua e Brasil, este úl­timo na voz de um ac­ti­vista bra­si­leiro re­si­dente em Por­tugal, re­ce­bido pela as­sis­tência ao som de «fas­cismo nunca mais!». A so­li­da­ri­e­dade aos povos dos países onde a ex­trema-di­reita ra­cista e fas­ci­zante res­surge e aos re­fu­gi­ados foi também su­bli­nhada.

Apelo à de­fesa da paz

No en­cer­ra­mento deste En­contro pela Paz, que con­si­de­ramos de grande opor­tu­ni­dade e im­por­tância, e em nome das or­ga­ni­za­ções que o pro­mo­veram, sau­damos todos quantos par­ti­ci­param e con­tri­buíram para a sua re­a­li­zação e afir­mamos o nosso em­penho para que pros­siga e se alargue ainda mais a con­ver­gência de von­tades e a acção em de­fesa da paz, con­si­de­rando-a es­sen­cial à vida hu­mana e uma con­dição in­dis­pen­sável para a li­ber­dade, a so­be­rania, a de­mo­cracia, o pro­gresso so­cial, o bem-estar dos povos – para a cons­trução de um mundo me­lhor para toda a Hu­ma­ni­dade.

Re­co­nhe­cendo que a de­fesa do es­pí­rito e dos prin­cí­pios da Carta das Na­ções Unidas e do Di­reito In­ter­na­ci­onal é base fun­da­mental para o fim do mi­li­ta­rismo, da cor­rida aos ar­ma­mentos e da guerra, assim como para de­fender e pro­mover a paz e o de­sen­vol­vi­mento de re­la­ções mais justas e equi­ta­tivas entre os povos de todo o mundo, afir­mamos o nosso em­penho e apelo à pro­moção de uma cul­tura de paz e de so­li­da­ri­e­dade entre os povos, dando par­ti­cular atenção aos povos ví­timas de in­ge­rência, de agressão e de opressão, in­cluindo os re­fu­gi­ados, e de­sen­vol­vendo uma acção de in­cen­tivo à paz e à co­o­pe­ração em al­ter­na­tiva à guerra e à ri­va­li­dade nas re­la­ções in­ter­na­ci­o­nais.

Con­si­de­rando da maior im­por­tância a edu­cação para a paz, no­me­a­da­mente junto das novas ge­ra­ções, em prol dos va­lores da paz, da ami­zade, da so­li­da­ri­e­dade, da co­o­pe­ração, da dig­ni­dade e da equi­dade – va­lores que devem ca­rac­te­rizar as re­la­ções entre os Es­tados e entre os povos –, afir­mamos o nosso em­penho e apelo a que se pro­movam ini­ci­a­tivas neste âm­bito, de­sig­na­da­mente, com es­colas, as­so­ci­a­ções e au­tar­quias, no­me­a­da­mente em torno do Dia In­ter­na­ci­onal da Paz (21 de Se­tembro) e dos 70 anos da De­cla­ração Uni­versal dos Di­reitos Hu­manos.

Cons­ci­entes da pre­mência do fim das armas de ex­ter­mínio em massa, no­me­a­da­mente de todas armas nu­cle­ares, afir­mamos o nosso em­penho e apelo a que se pro­movam ini­ci­a­tivas pú­blicas que não es­queçam os bom­bar­de­a­mentos ató­micos de Hi­ro­xima e Na­ga­sáqui e o Dia In­ter­na­ci­onal para a Abo­lição Total das Armas Nu­cle­ares (26 de Se­tembro) e pugnem pela as­si­na­tura e ra­ti­fi­cação por Por­tugal do Tra­tado de Proi­bição das Armas Nu­cle­ares.

Re­cor­dando que em 25 de Abril de 2019 se co­me­moram os 45 anos da Re­vo­lução de Abril, que acabou com 48 anos de fas­cismo e 13 anos de guerra co­lo­nial, e que con­sa­grou na Cons­ti­tuição da Re­pú­blica Por­tu­guesa im­por­tantes prin­cí­pios de re­la­ções in­ter­na­ci­o­nais para Por­tugal e o povo por­tu­guês – como a in­de­pen­dência na­ci­onal e a igual­dade entre os Es­tados, o res­peito dos di­reitos hu­manos, dos di­reitos dos povos, a so­lução pa­cí­fica dos con­flitos in­ter­na­ci­o­nais, o de­sar­ma­mento geral, si­mul­tâneo e con­tro­lado, a dis­so­lução dos blocos po­lí­tico-mi­li­tares ou a cri­ação de uma ordem in­ter­na­ci­onal capaz de as­se­gurar a paz e a jus­tiça nas re­la­ções entre os povos – , afir­mamos o nosso em­penho e apelo a que se pro­movam as suas co­me­mo­ra­ções.

Cons­ci­entes de que a paz é um di­reito fun­da­mental da Hu­ma­ni­dade, sem o qual ne­nhum outro es­tará ga­ran­tido, e aler­tando para os pe­rigos que a ame­açam, con­si­de­ramos que este En­contro pela Paz foi um passo im­por­tante para o mo­vi­mento da paz no nosso País e afir­mamos a von­tade de con­ti­nuar a unir es­forços em Por­tugal na de­fesa da paz no mundo, as­su­mindo o com­pro­misso de re­a­lizar um novo En­contro pela Paz, pois, pela paz todos não somos de­mais!

(Apelo apre­sen­tado no final do En­contro pela Paz).

Uni­dade e di­ver­si­dade

O En­contro pela Paz con­ti­nuou a crescer até ao dia da sua re­a­li­zação. Para além das 12 or­ga­ni­za­ções e en­ti­dades ini­ciais – Câ­mara Mu­ni­cipal de Loures, CGTP-IN, Con­fe­de­ração Por­tu­guesa das Co­lec­ti­vi­dades de Cul­tura, Re­creio e Des­porto, CPPC, Fen­prof, Ju­ven­tude Ope­rária Ca­tó­lica, Liga Ope­rária Ca­tó­lica – Mo­vi­mento de Tra­ba­lha­dores Cris­tãos, MDM, Mo­vi­mento Mu­ni­cí­pios pela Paz, MPPM, Pas­toral Ope­rária e URAP – foram muitas mais as que se as­so­ci­aram ao En­contro e nele par­ti­ci­param. Foram elas:

A Voz do Ope­rário; As­so­ci­ação Água Pú­blica; As­so­ci­ação Con­quistas da Re­vo­lução; As­so­ci­ação de Ami­zade Por­tugal-Cuba; As­so­ci­ação de Cu­banos Re­si­dentes em Por­tugal; As­so­ci­ação de Es­tu­dantes da Es­cola Se­cun­dária Ca­mões; As­so­ci­ação de Es­tu­dantes da Fa­cul­dade de Ci­ên­cias So­ciais e Hu­manas; As­so­ci­ação In­ter­venção De­mo­crá­tica; As­so­ci­ação de Co­lec­ti­vi­dades do Con­celho de Lisboa; As­so­ci­ação Na­ci­onal de Sar­gentos; As­so­ci­ação Por­tu­guesa de Ami­zade e Co­o­pe­ração Iúri Ga­garin; As­so­ci­ação Por­tu­guesa de De­fi­ci­entes; As­so­ci­ação Por­tu­guesa de Ju­ristas De­mo­cratas; As­so­ci­ação Pro­jecto Ruído; Câ­mara Mu­ni­cipal de Évora; Câ­mara Mu­ni­cipal de Gaia; Câ­mara Mu­ni­cipal de Mon­temor-o-Novo; Câ­mara Mu­ni­cipal de Pal­mela; Câ­mara Mu­ni­cipal do Porto; Câ­mara Mu­ni­cipal do Seixal; Câ­mara Mu­ni­cipal de Soure; Cá­ritas Por­tu­guesa; Co­le­tivo An­do­rinha – Frente De­mo­crá­tica Bra­si­leira de Lisboa; Con­fe­de­ração dos Qua­dros Téc­nicos e Ci­en­tí­ficos; Fe­de­ração In­ter­sin­dical das In­dús­trias Me­ta­lúr­gicas, Quí­micas, Eléc­tricas, Far­ma­cêu­tica, Ce­lu­lose, Papel, Grá­fica, Im­prensa, Energia e Minas (Fi­e­qui­metal); Fe­de­ração Na­ci­onal dos Sin­di­catos dos Tra­ba­lha­dores em Fun­ções Pú­blicas e So­ciais; In­ter­jovem; Inter-Re­for­mados; Junta de Fre­guesia de La­ran­jeiro e Feijó; Junta da União das Fre­gue­sias da Ca­pa­rica e Tra­faria; Liga dos Amigos das Minas de S. Do­mingos; Liga Por­tu­guesa dos Di­reitos Hu­manos – Ci­vitas; Mo­vi­mento Er­ra­dicar a Po­breza; Or­ga­ni­zação dos Tra­ba­lha­dores Ci­en­tí­ficos; So­ci­e­dade Fi­lar­mó­nica União Ar­tís­tica Pi­e­dense; So­ci­e­dade Pro­mo­tora de Edu­cação Po­pular; Te­atro Ex­tremo.




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