Merkel quer acordos com África para travar entrada de imigrantes

No fim da cimeira informal do Conselho Europeu, na Áustria, na semana passada, a chanceler alemã, Angela Merkel, apelou ao reforço da cooperação com os países da África do Norte para travar o fluxo migratório para a União Europeia. A dirigente sugeriu como modelo o acordo entre a Turquia e a UE.

Os líderes europeus, reunidos em Salzburg, decidiram «apoiar» países da África do Norte como o Egipto, a Tunísia e Marrocos para controlar o afluxo de imigrantes africanos. Merkel explicou que «nós temos necessidade de convenções e acordos que serão estruturados como o acordo entre a UE e a Turquia», acrescentando que os «pormenores» serão discutidos com cada país envolvido.

Em Março de 2016 a Turquia comprometeu-se a parar o fluxo de pessoas que tentam chegar à Europa, nomeadamente à Grécia, através de território turco. Em troca, Bruxelas prometeu financiar parte dos custos deste «acolhimento», concedendo seis mil milhões de euros a Ankara, além de isentar de visto os cidadãos turcos no espaço Schengen.

Merkel e os outros dirigentes europeus discutiram também a ampliação da Agência Europeia de Fronteiras Exteriores (Frontex). Segundo os planos da Comissão Europeia, esta força policial deve ser alargada para 10 mil membros, em 2020, embora alguns estados membros se oponham à medida devido aos seus altos custos.

Foi anunciado entretanto, no Cairo, que se reunirá em 2019 no Egipto uma cimeira Árabe-União Europeia, para discutir não só a imigração mas também questões gerais de cooperação entre as duas regiões.




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