CDU aponta situações de risco no Funchal e exige acção

INCÊNDIOS A CDU realizou no Funchal um conjunto de iniciativas alusivas aos problemas decorrentes dos incêndios que fustigaram a zona em 2016. Presente esteve Herlanda Amado, eleita pela CDU na AM do Funchal.

Mais de 80 famílias ainda aguardam pela resolução do seu problema habitacional

Passados dois anos sobre a tragédia que atingiu o Funchal, provocando elevados danos, vários dos problemas continuam sem qualquer tipo de resolução à vista devido à inércia das autoridades municipais. Problemas para os quais a CDU tem vindo a chamar a atenção, pelos danos e transtornos que ainda causam à população madeirense, e pelo risco que comportam em caso de deflagração de um novo incêndio.

É o caso da monocultura do eucalipto, em prol da indústria da celulose, susceptível de provocar a rápida propagação dos fogos. A par do renascimento de alguma vegetação, a reflorestação natural do eucalipto tem-se propagado rapidamente no Funchal, o que eleva o risco pela alta combustibilidade desta espécie.

Depois de, em 2016, terem sido devidamente identificadas várias situações a necessitar de intervenções urgentes, a verdade é que várias estradas, algumas escarpas e taludes continuam condicionados. Existem ainda vias que estão abertas ao trânsito apesar do perigo que representam, e em relação às quais a Câmara Municipal diz não se responsabilizar pelos danos pessoais ou materiais que nelas possam ocorrer, numa atitude de plena desresponsabilização.

«Não deixa de ser lamentável e reprovável a postura do município, no que diz respeito às suas propriedades», declarou Herlanda Amado na Freguesia de Santo António. A Câmara Municipal do Funchal afirmou ter enviado notificações e aplicado coimas aos proprietários de terrenos urbanos abandonados de forma a manter a sua limpeza e evitar a acumulação de combustível vegetal. No entanto, são inúmeros os casos de terrenos, propriedade do Governo Regional e da câmara, que estão abandonados e cercados por vegetação infestante.

Em 2016 foram identificados vários casos de inoperacionalidade de bocas de incêndio que dificultaram a intervenção das forças de segurança. Depois de promessas e garantias dadas pelo executivo, ainda hoje se verifica a desactivação de bocas de incêndio na freguesia do Monte.

«Passados dois anos dos incêndios de 2016, existem mais de 80 famílias que ainda aguardam pela resolução do seu problema habitacional», afirmou a eleita numa outra iniciativa. Apesar das verbas para a reconstrução das habitações afectadas estarem já completamente disponíveis, a autarquia tem-se revelado incapaz de dirigir a reconstrução da cidade.

A CDU reclama que as autoridades autárquicas tomem medidas para resolver estes e todos os problemas pendentes dos fogos de 2016, de maneira a que se normalize a vida das populações e se possam evitar novas tragédias.

 



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