Bolseiros denunciam precariedade
Com o objectivo de continuar a denunciar a precariedade em que a Ciência e o Ensino Superior estão alicerçados, os bolseiros de investigação científica – envergando t-shirts pretas – marcaram presença na sessão solene do Dia da Universidade de Lisboa, que decorreu na Reitoria, dia 25 de Julho, com a presença do Presidente da República.
Há semelhança do que aconteceu no Entro Ciência 2018, os bolseiros exigiram o cumprimento efectivo do PREVPAP e a correcta implementação da norma transitória do Decreto-Lei 57/2016. Querem ainda ver esclarecidas várias situações na Ulisboa, como o direito ao pagamento de propinas dos bolseiros ao abrigo do Regulamento de Bolsas da Ulisboa; o acesso ao excedente da propina paga pela FCT para despesas de formação do bolseiros de doutoramento; o apoio técnico e logístico necessário para a execução do plano de trabalhos do bolseiros por parte da instituição de acolhimento; actividade docente remunerada.
O protesto contou com a presença solidária de Ana Mesquita, deputada do PCP à Assembleia da República.
Campanha discriminatória
A Organização dos Trabalhadores Científicos (OTC) – num texto publicado no sábado, 28, em www.otc.pt – alerta para a campanha «primária discriminatória» em curso contra os investigares e bolseiros doutorados precários, a quem lhes é negado, «com argumentos falaciosos», o direito de «exercerem uma carreira profissional» e de «terem um simples contrato de trabalho».
«Durante mais de uma década investiu-se na formação de uma geração que atingiu um grau de preparação ímpar em Portugal. Esqueceu-se sempre que teria de haver um justo escoamento para carreiras profissionais. Assim foi engrossando a precariedade para números inimagináveis», relata a OTC, apelando: «Não podemos ficar indiferentes às barreiras sucessivas que vêm sendo postas pelas instituições, à recusa em contratar os melhores dos melhores que estas próprias instituições seleccionaram, acolheram durante anos e deles tiram partido».