América Latina: unidade das forças de esquerda

UNIDADE Na 24.ª edição do Fórum de S. Paulo, realizado em Havana, a unidade das forças políticas de esquerda latino-americanas e caribenhas, contra a ofensiva imperialista, esteve no centro do debate.

O contexto, hoje, na região, é adverso mas não é definitivo

Os delegados e convidados do 24.º Encontro do Fórum de S. Paulo, reunidos em Havana, entre os dias 15 e17, dedicaram o terceiro dia ao debate sobre o legado do líder histórico da revolução cubana, Fidel Castro. Juntamente com o ex-presidente brasileiro Lula da Silva, Fidel foi o impulsionador do fórum, espaço nascido em 1990, de convergência, debate e acção conjunta de partidos e organizações políticas de esquerda da América Latina e das Caraíbas.

Os trabalhos decorreram no Palácio de Convenções da capital cubana, com a participação de centenas de pessoas, entre as quais 430 delegados idos de vários pontos do mundo.

Os debates de segunda-feira, 16, centraram-se no apelo à unidade das forças progressistas da região. Um dirigente da Frente Ampla do Uruguai, José Bayardi, advertiu que não há outro caminho para «enfrentar o inimigo». Já o secretário-geral da Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional, de El Salvador, Medardo González, sublinhou a importância da coordenação das forças de esquerda latino-americanas, num contexto de ofensiva do imperialismo estado-unidense aliado às oligarquias nacionais. A jornada incluiu também reuniões de jovens, mulheres e parlamentares, durante os quais foram apresentadas experiências dos partidos e movimentos sociais representados no encontro.

Na sessão de abertura do fórum, Cuba apelou à unidade das forças de esquerda latino-americanas e caribenhas, a principal via para enfrentar as acções da direita e do imperialismo norte-americano. «Construir essa unidade foi e é uma condição essencial», avisou José Ramon Balaguer, dirigente do Partido Comunista de Cuba. Hoje, na região, afirmou, «o contexto é adverso, mas não é novo, nem definitivo, nem fatal».




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