Nações Unidas apoiam Palestina
EMERGÊNCIA A Assembleia-geral da ONU aprovou o estabelecimento de um mecanismo internacional de protecção dos civis palestinianos e condenou a violência das tropas israelitas na Palestina ocupada.
ONU defende um mecanismo de protecção dos civis palestinianos
A Assembleia geral das Nações Unidas aprovou uma resolução que pede a protecção dos civis palestinianos face ao uso excessivo e indiscriminado de força por parte de Israel.
Com 120 votos a favor, oito contra e 45 abstenções, foi aprovado no dia 13 o documento, semelhante ao apresentado há dias pelo Kuwait no Conselho de Segurança e vetado pelos Estados Unidos. Agora, segundo informa a Prensa Latina a partir de Nova Iorque, a embaixadora estado-unidense na ONU, Nikki Haley, voltou a contestar a resolução e tentou, sem êxito, impedir a sua aprovação.
O texto aprovado na sessão extraordinária da Assembleia geral, solicitada pela Argélia e Turquia, insta a que se assegure a protecção dos civis palestinianos e condena as acções violentas das tropas de Telavive. Pede também que os responsáveis dos crimes respondam perante a justiça e que sejam adoptadas medidas imediatas para resolver a difícil situação no terreno e para pôr fim ao bloqueio imposto por Israel a Gaza.
A resolução estabelece que o secretário-geral da ONU deve estudar a situação no território ocupado da Palestina e apresentar um relatório com propostas sobre os meios para garantir a segurança e a protecção das populações. Além disso, a resolução defende o estabelecimento de um mecanismo internacional de protecção dos civis palestinianos.
Como denunciou a representação argelina, Israel não só abdicou das suas responsabilidades e obrigações como potência ocupante como, de forma premeditada, viola essas obrigações, atenta contra civis palestinianos e nega-lhes os seus direitos básicos.
Os países que intervieram nesta reunião de emergência da Assembleia geral das Nações Unidas entendem, na sua maioria, que a comunidade internacional deve redobrar os esforços para proteger a população palestiniana e apoiaram a solução de dois Estados como a única forma de pôr fim à ocupação da Palestina por Israel.