Itália recusa desembarque de migrantes

O novo ministro do Interior de Itália, Matteo Salvini, recusou, dia 10, o desembarque em Reggio Calabria (Sul) do navio «Aquarius», com 629 migrantes resgatados na véspera.

Salvini, líder da Liga, formação de extrema-direita, enviou uma carta às autoridades maltesas, onde refere que o «Aquarius», com pessoal dos Médicos Sem Fronteiras, se encontra a 43 milhas náuticas de Malta (quase 80 quilómetros), considerando que cabe a este país a obrigação de receber os migrantes.

A Guarda Costeira italiana, que coordena as operações de vigilância e resgate no Mediterrâneo central, relatou o salvamento dos 629 imigrantes em seis operações, nas quais participaram unidades da ilha de Lampedusa e três navios mercantes.

Todos os socorridos, entre os quais estão 123 menores não acompanhados e sete grávidas, foram transferidos para o «Aquarius» da ONG «SOS Mediterrâneo».

Na semana anterior, um navio da ONG alemã «Sea Watch», com 232 migrantes, viu recusado o pedido de desembarque em Malta, acabando por se dirigir para a costa italiana.

A recusa de Malta irritou Salvini que prometeu que tal situação não votaria a repetir-se.

Um porta-voz do governo maltês, citado pelo diário Malta Today, explicou que o resgate foi efectuado sob a coordenação italiana, pelo que «Malta não tem competência no caso».




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